O ponto alto do nosso turismo gastronômico foi, sem sombra de dúvida, a visita ao Nobu. O restaurante comandado pelo chef Nobu Matsuhisa tem o ator George Clooney como um dos donos.
Tudo foi impecável, mas o Nobu ganhou pontos a mais pelo ótimo atendimento. Quando chegamos, pensamos em pedir pratos completos, com sopa missô e arroz, mas o garçom logo explicou que os pratos frios e quentes servidos em pequenas porções eram o ponto forte da casa.
Começamos a brincadeira com o Rock Shrimp Tempura (US$ 21), uma camarão empanado com um cremoso molho picante. Delícia. Em seguida, beliscamos o Washu Beef Gyoza Nobu Style (US$ 30). O melhor guiozá que eu já comi em toda a minha vida. Depois foi a vez do Yellowtail Sashimi With Jalapeño (US$ 21). Soberbo.
Na sobremesa, Bento Box (US$ 12), um suflê de chocolate Valrhona, com shiso syrup, calda de chocolate branco e sorvete de chá verde. Foi servido delicadamente e em uma caixinha. Também delicioso. Provamos ainda o Apple Butterscotch Miso (US$ 13), com maçãs caramelizadas, butterscotch miso, amêndoas torradas e sorvete de creme. Chegou à mesa quentinho em um pequeno réchaud.
Outro restaurante que também tirou 10 no quesito atendimento foi o Dos Caminos, com a sua paciente garçonete que ficou meia hora tentando explicar como era o drinque Blue Pomegranate (US$ 13), de romã. De entrada, nossa escolha foi o Queso Fundido (US$ 10), um fondue de três queijos servido com tortilhas. Para o prato principal, Grilled Shrimp Quesadilla (US$ 22), uma tortilha com camarão, queijos mexicanos, tomates e cogumelos selvagens, e Smoked Brisket Enchiladas (US$ 22), enchilhadas com carne, queijo chihuahua, molho chiltomate e creme mexicano.
Como bons amantes da culinária mexicana, também não deixamos passar em branco a oportunidade de provar os burritos da rede de fast-food Chipotle. Foi uma ótima surpresa. Com excelente custo-benefício, os burritos são servidos embaladinhos como um wrap. Dá para acrescentar chilli, carne de frango ou boi, tomate, sour cream e arroz. Para beber, vale pedir uma margarita.
Outra casa que nos surpreendeu positivamente foi a Brio. O moderno restaurante serve macarrão artesanal, feito no próprio estabelecimento. Como estávamos com pressa para ir à apresentação do New York City Ballet, não tivemos tempo de pedir um vinho e degustar entradinhas e derivados como faziam outros clientes. Fomos direto no prato principal pedindo o Linguine Nere Smeraldino (US$ 19), com espaguete negro, pimentão, camarão e molho de tomate, e o Tagliatelle con Ragu alla Bolognese (US$ 16,50).
Falando de massa, as pizzas de NYC não podem ser esquecidas. As redondas estão em toda a parte. Visitamos a Patsy’s Pizzerie e nos surpreendemos com a suculência do molho de tomate da pizza assada em forno de carvão. O preço da taça de vinho também nos deixou surpresos: apenas US$ 6. Já o valor da pizza para dois ficou em torno de US$ 18. Uma delícia.
Valeu mais a pena do que ficar uma hora no frio para conhecer a famosa pizzaria Grimaldi’s, no Brooklyn. Ao entrar no restaurante, ainda esperamos cerca de uma hora para a pizza chegar. Saborosa, mas nada que compensasse a espera de duas horas para almoçar, e ainda ficar estressado com a demora no atendimento.
A cidade de Nova Iorque tem uma antiga tradição de délis, muitas com comida kosher. Visitamos as famosas Carnegie Deli e Stagi Deli no café da manhã, quando talvez a melhor escolha tivesse sido um brunch. As porções são imensas, inclusive as várias panquecas doces servidas com xarope de maple e chocolate. Os sanduíches de pastrami são bem conhecidos e apreciados pela clientela local. Vale a pena experimentar.
Quem quiser provar algo diferente ainda pode tentar pratos kosher. Como são pontos turísticos, as duas délis estão sempre cheias e talvez não sejam o melhor lugar para aproveitar um café da manhã calmo e relaxante.
Uma boa saída é o Le Pain Quotidien, uma padaria de origem belga. A casa oferece tartinis maravilhosos. Pedimos o Prosciutto & Mozzarella di Bufala, com tomate seco e molho pesto, e o Paris Ham & Aged Gruyère, além de um achocolatado e o habitual café preto. A refeição ficou por volta de US$ 20, por pessoa.
Foram muitos restaurantes visitados. Mesmo assim representa apenas uma ínfima parcela de tudo o que a cidade pode oferecer ao turista. Ainda mais se ele for glutão.
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