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TURISMO

Las Vegas diversifica para atrair novos públicos

Famosa pelos cassinos e pela vida noturna, cidade aposta em outras formas de entretenimento

Publicado em 10/09/2016, às 17h20

Fontes do Bellagio são uma das maiores atrações de Vegas / Felipe Vieira/Especial para o JC
Fontes do Bellagio são uma das maiores atrações de Vegas
Felipe Vieira/Especial para o JC
Felipe Vieira

Confesse. Ao ouvir o nome “Las Vegas”, seu impulso irrefreável é pensar em cassinos e hotéis onde rolam jogatina sem freio e baladas intermináveis. Afinal de contas, ninguém recebe por acaso o título de Sin City (Cidade do Pecado, em bom português) nem tem fama mundial pelo bordão “What happens in Vegas, stays in Vegas” (“O que acontece em Vegas, fica em Vegas”) à toa. Mas Las Vegas está experimentando uma saudável mudança, visando ser um destino turístico para todas as idades.

Não que a fama de cidade-playground incomode. É a mística da Las Vegas baladeira e permissiva que faz com que 42 milhões de pessoas visitem a cidade todos os anos, mantendo uma incrível ocupação média de 89% dos leitos de hotéis, quando a média nos EUA é de 65%. Mas a ordem entre os empreendedores é abrir cada vez mais o leque.

Um passo importante foi dado em abril deste ano, quando foi inaugurada a T-Mobile Arena, um espaço multiuso com capacidade para 20 mil espectadores que custou US$ 375 milhões (R# 1,23 bilhão). O local será sede do primeiro time da cidade em uma liga esportiva profissional dos EUA: em 2018, Las Vegas terá uma equipe de hóquei, ainda sem nome definido. Os resorts também estão diversificando as atrações (principalmente shows) para 

Mas ainda vale – muito – curtir a agitação da Las Vegas Boulevard, ou Las Vegas Strip, a principal via da cidade e casa dos maiores resorts e cassinos. Há opções incríveis e para todos os bolsos de comidas e bebidas. Vale experimentar o café da manhã do Tom’s Urban (US$ 14 em média), os sanduíches da cervejaria Beerhaus (US$ 8 a 10 em média). Não tem medo de altura? Então encare um passeio na super roda-gigante High Roller (US$ 18 ao dia e US$ 25 à noite). Imperdível mesmo é o voo de helicóptero até o Grand Canyon, já no Estado vizinho do Arizona. Começa por US$ 125.

Para quem quer fugir do agito da Strip, a melhor opção é Downtown Vegas. Fica a 10 minutos de carro do centro nervoso da cidade (há ônibus com tarifa de US$ 8 por dia) e tem opções muito mais baratas de diversão. Não deixe de ir à Fremont Street, um boulevard onde é proliferam artistas de rua e os preços são bem mais em conta.

A Copa Airlines oferece voos saindo do Recife, sempre às terças e sextas, para a Sin City (US$ 900). São 6h30 até a Cidade do Panamá, onde é sediado o hub da companhia, e de lá mais 6h40 para Vegas. A escala pode ser preenchida com facilidade no confortável espaço VIP da empresa, no Aeroporto de Tocumen. Serviço de bar, lanches, escritórios, wi-fi, tudo é gratuito para os passageiros da classe executiva. Para os demais, o acesso custa US$ 50. Três palavras: vale a pena. E não tema atrasos: os voos seguem uma escala rígida, que rendeu à companhia o primeiro lugar em pontualidade no ranking On Time Performance, da consultoria FlightStats. A Copa avisa que está expandido suas rotas nas Américas, principalmente no Recife, e que tem planos de aumentar a frequência do voo para Vegas. O roteiro da viagem foi gentilmente traçado pela Las Vegas Convention and Visitors Authority (LVCVA).


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