SÃO PAULO – Empresa de segurança referência na Califórnia (EUA), a Palo Alto Networks anunciou, oficialmente, na sexta-feira (15), sua atuação no Brasil. A operação ficará sob o comando de Arthur Capella, nomeado country manager para o mercado nacional. A atuação no País se dará por meio de empresas integradoras.
No Nordeste, a principal parceira é a Morphus, com sede no Recife. “Conduzimos uma pesquisa de mercado nos Estados Unidos e ficamos impressionados com o crescimento e a força da Palo Alto Networks no mercado de segurança”, comentou Rawlison Brito, presidente da Morphus no Brasil.
A Palo Alto é apontada como responsável por uma nova geração de firewalls. “A maior parte dos sistemas de segurança foi construída na época em que a internet era muito simples, quando tinha basicamente browser ou e-mail. E não há diferença entre os firewalls daquela época e o que a minha concorrência faz hoje”, provoca Nir Zuk, fundador e Chief Technology Officer (CTO) da Palo Alto, durante a apresentação da empresa em São Paulo.
“Nossas soluções escaneiam aplicativos web, como redes sociais e webmail, da mesma forma que os sistemas tradicionais fazem com os e-mails, permitindo que nossos clientes possam configurar o que pode e o que não pode ser feito em uma rede social, por exemplo”, explica ele, dizendo que seria anacrônico, em plena era das mídias sociais, uma empresa ter que bloqueá-las completamente por questões de segurança.
Zuk desafia a concorrência, afirmando que o máximo que os firewalls convencionais conseguem é bloquear uma aplicação. “Num mundo em que as redes sociais começam a fazer parte das estratégias de negócio das empresas, nós conseguimos torná-las seguras, sem a necessidade de bloqueio”, diz, acrescentando, provocativo: “Se você se preocupa com o Gmail ou o Facebook na empresa, a concorrência sugere que sejam bloqueados. Ora, a internet não pode ser o novo Muro de Berlim”.
Ele explica que muitos aplicativos não são seguros. “Se um vírus não vem por Gmail ou Sharing Point, a estrutura de proteção não vai encontrá-los. As ameaças que vinham por e-mail agora vêm por outros aplicativos”, diz Zuk, explicando como a maior parte dos ataques se dá hoje na web.
Para reduzir as ameaças, ensina ele, é preciso entender como funcionam os ataques contemporâneos, que usa muitas técnicas de engenharia social. “São ataques novos, que ninguém jamais viu antes, com novos protocolos para comunicação, e a indústria não sabe como lidar com isso”, explica Zuk.
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