Fora dos Estados Unidos há quem diga que essa conversa de ciberguerra está equivocada. Não na questão prática, mas sim na definição do termo. É o que propõe o professor de Estudos de Guerra da King's College, Inglaterra, Thomas Rid. Para ele, para se constituir uma guerra é preciso que os ataques causem, necessariamente, precisa ser violenta e causar dano físico direto com o intuito de forçar o inimigo a atender as exigências do agressor. E violência não é algo que computadores podem fazer. Não diretamente.
Rid não aceita, por exemplo, que um vírus de computador destinado ao sistema de controle aéreo pode ser chamado de uma arma de guerra. Para ele, o vírus desencadearia uma série de eventos que até poderia resultar em mortes e prejuízos físicos, mas que seriam efeitos indiretos do ataque eletrônico. Curiosamente, o professor acredita que sim, um evento deste tipo, ainda que não possa ser considerado uma arma de guerra, poderia ser tomado como um ato de guerra. Confira o artigo em que Rid defende sua teoria clicando AQUI.
RECRUTAMENTO
Se para o exército brasileiro a web é fundamental para a defesa do País, imagine como tratam do tema os americanos. Lá, a coisa é tão séria que cada uma das divisões das forças armadas tem um departamento de guerra cibernética. O principal é o Air Force Cyber Command, ou o comando cibernético da força aérea. Ele funciona como uma espécie de central de inteligência unificada que lida com conflitos eletrônicos e conta até com vídeo de recrutamento. Confira:
Leia a reportagem completa na edição desta quarta-feira (4) do caderno Tecnologia do JC.
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