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Ativismo

Mobilização vai das redes sociais para a rua

Domingo é marcado por discussões sobre engajamento online

Publicado em 29/07/2012, às 16h27

Do JC Online

Cenário Michelângelo é o palco das discussões sobre mobilização na web
 / Igo Bione/JC Imagem

Cenário Michelângelo é o palco das discussões sobre mobilização na web

Igo Bione/JC Imagem

A Campus Party neste domingo tem um foco especial no engajamento online e no poder que a rede tem para provocar transformações sociais. Três movimentos sociais que conseguiram espaço na política apresentaram as suas iniciativas no palco Michelangelo da CPRecife.. Mesmo defendendo grupos diferentes, Direitos Urbanos, Contravento e Central Única das Favelas (Cufa) concordam sobre o poder da mobilização através da internet.

 

Mas como conseguir suspender grandes obras em uma cidade através do Facebook? Para Fernando Fontanella, do grupo Direitos Urbanos, a questão não está em chegar a todas as soluções ainda na frente do computador. “Existe a necessidade de materializar os protestos. A articulação é pelas redes, mas exige a presença física. A ocupação é importante para fazer pressão e forçar a discussão. Ninguém acredita quando ainda está só na internet”, defende. O movimento já realizou as manifestações que ocuparam o Cais José Estelita, no Centro do Recife, para mostrar-se contra o Projeto Novo Recife, que prevê a construção de torres na área dos antigos galpões. O próximo “ocupe” é na Agamenon Magalhães, também no Centro, no próximo dia 11, em oposição à implantação de viadutos na avenida.

 

Esses protestos não lutam por uma solução já planejada. O Direitos Urbanos não tem um plano especifico para a área do Cais, atualmente abandonada; quer sim, propor a discussão do assunto. “O importante não é unificar, é trazer as pessoas para o debate”, afirma Fontanella. 

 

A argumentação, no entanto, exige conhecimento. Para Bruno Firmino, do Contravento, que produziu filmes como o “Novo Recife Velho”, a informação gera conscientização e luta. Por isso, o objetivo dos três grupos é atingir as pessoas. “Se você não participa, os políticos usam essa apatia para tomar decisões no se lugar”, diz ele, que acredita que a política partidária afasta os movimentos.

 

Um grande problema do Direitos Urbanos é chegar até a população carente que não tem acesso à internet. “Surgiu como um movimento de classe média, com o desafio de atingir as comunidades. Acreditava que as lideranças poderiam ajudar a transmitir a linguagem, mas a maioria delas está ligada a organizações políticas e nos rejeita. Inicialmente, estamos agindo para interromper as obras e, paralelamente, tentando entrar nas escolas e produzir vídeos, por exemplo. O acesso à comunidade será a longo prazo” diz Fontanella.

 

Veja matéria completa e vídeos no MundoBit.

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