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Google anuncia demissão de 4.000 na Motorola

Dois terços dos funcionários demitidos atuam fora do Estados Unidos

Publicado em 13/08/2012, às 19h52

Da AFP

NOVA YORK - A empresa de internet Google anunciou nesta segunda-feira (13) a demissão de 4.000 funcionários na Motorola, dois terços deles fora dos Estados Unidos, para tentar recuperar a fabricante de telefones celulares que comprou em maio. O Google se comprometeu a compensar os trabalhadores afetados com "generosas indenizações" de demissão e com programas de reposicionamento profissional, informou um porta-voz da empresa em um comunicado. "A estratégia pretende facilitar o retorno dos lucros na unidade de telefonia celular" da Motorola, completou.

A informação foi revelada nesta segunda-feira pelo site do jornal New York Times, que destaca que a Motorola informou aos funcionários no domingo que suprimirá 20% dos postos de trabalho e fechará um terço dos 94 escritórios em todo o mundo. Um terço das demissões acontecerá nos Estados Unidos, confirmou ao jornal Dennis Woodside, o novo diretor-geral da Motorola.

O Google não revelou até o momento nenhum detalhe sobre a localização exata das demissões fora dos Estados Unidos. O gigante da internet destacou "compreender até que ponto isto será difícil para os funcionários envolvidos", mas informou que "espera com esta estratégia criar novas oportunidades e obter o retorno do lucro para o departamento de celulares da Motorola".

A empresa pretende retirar a Motorola dos mercados não rentáveis e interromper a produção de uma série de telefones celulares, passando a priorizar alguns modelos específicos. "O Google terá que baixar os custos na Motorola se quer que sua filial ganhe dinheiro", comentou a página web de analistas 247wallst.com. Contudo, o buscador disse que o impacto positivo desta redução de pessoal não será refletida de forma imediata em suas contas. "Os investidores devem esperar variações da rentabilidade", disse o grupo.

Segundo o Google, a Motorola reduzirá as operações na Ásia e concentrará suas atividades de pesquisa e desenvolvimento em Chicago, Sunnyvale (Califórnia) e Pequim. Esta medida é a primeira etapa na estratégia concebida pelo Google para recuperar a fabricante do famoso celular Razr.

No ano passado, a Motorola tentou recuperar o vigor financeiro com o lançamento do tablet Xoom, mas a iniciativa teve pouco sucesso.

A Motorola foi comprada em maio pelo Google por 12,9 bilhões de dólares, uma aquisição que permite ao gigante virtual controlar a fabricação de aparelhos que utilizam seu sistema operacional para smartphones Android, além de assumir o domínio de quase 17.000 patentes.

Rebatizada de Motorola Mobility no ano passado, depois da divisão com o setor especializado em rádios Motorola Solutions, o grupo com sede na região de Chicago apresentou as primeiras patentes de telefonia móvel nos anos 1970. Depois de liderar o mercado por muito tempo, a empresa começou a perder terreno com o lançamento dos smartphones, um território dominado atualmente por Apple e Samsung.

A ação do Google fechou em alta de 2,81%, a 660,01 dólares, nesta segunda-feira na Bolsa de Nova York.

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