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ITÁLIA

Cientistas fabricam exoesqueleto robótico para evitar quedas de idosos

Todos os anos, mais de 420 mil pessoas, em sua maioria com mais de 65 anos, morrem por tombos

Publicado em 11/05/2017, às 19h14

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as quedas são a segunda causa de morte por lesões acidentais ou não intencionais em todo o mundo / Foto: Pixabay
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as quedas são a segunda causa de morte por lesões acidentais ou não intencionais em todo o mundo
Foto: Pixabay
AFP

Cientistas apresentaram nesta quinta-feira (11) um "esqueleto" robótico externo capaz de detectar quando uma pessoa perde o equilíbrio e corrigir seu movimento, prevenindo uma queda. 

Projetado para evitar os tombos de idosos, o dispositivo tem sensores que podem detectar em tempo real quando um membro faz um movimento diferente do natural e que sugira uma queda, e motores leves que exercem uma força instantânea em ambas as pernas para restaurar o equilíbrio. 

"Máquinas vestíveis que melhoram seu movimento e resistência já não pertencem ao mundo da ficção científica", disseram os criadores do dispositivo em um comunicado. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as quedas são a segunda causa de morte por lesões acidentais ou não intencionais em todo o mundo. 

Todos os anos, mais de 420 mil pessoas, em sua maioria com mais de 65 anos, morrem por tombos. 

Quase 40 milhões de quedas que requerem cuidados médicos são registradas por ano, diz a OMS, e este número provavelmente aumentará conforme a população envelhecer. 

O novo dispositivo, chamado Active Pelvis Orthosis (Órtese de Pelve Ativa) ou APO, também pode ajudar pessoas com deficiência e amputadas, disseram seus criadores, da universidade italiana Scuola Sant'Anna, e da escola politécnica suíça EPFL. 



"É uma tecnologia que realmente vai ajudar as pessoas nas suas atividades diárias", acrescentaram. 

A equipe publicou os resultados das suas experiências de laboratório na revista científica Nature Scientific Reports. 

O "exoesqueleto" é usado da cintura para baixo, explicaram seus criadores, "e é muito diferente do material blindado que você vê nos filmes de ficção científica de hoje".

"Mais confiante"

O dispositivo é anexado a um cinto usado na cintura, que é ligado a pequenos motores nos quadris e a cintas colocadas nas coxas. 

O aparelho pesa cerca de cinco quilos, pode ser ajustado facilmente à altura e circunferência individuais de uma pessoa, e não interfere no passo normal, disse a equipe. 

O "modo de assistência" é ativado somente quando a perda de equilíbrio é detectada. 

"O exoesqueleto robótico é capaz de identificar um resvalo inesperado e neutralizá-lo", disse à AFP Peppino Tropea, um dos autores do estudo. 

O APO "aumenta a rigidez nas articulações do quadril contra os movimentos dos membros. Na verdade, a perna que desliza é desacelerada, enquanto a outra é forçada para o chão. Esta estratégia é eficaz para a recuperação do equilíbrio", acrescentou. 

Tropea e o resto da equipe testaram sua criação em oito idosos e duas pessoas amputadas com membros protéticos - dois grupos particularmente vulneráveis ??a quedas potencialmente perigosas. 

Eles caminharam em uma esteira com uma plataforma que inesperadamente derrapava na lateral, fazendo o caminhante perder o equilíbrio. 

Repetidos testes mostraram que o dispositivo "efetivamente" ajudou na recuperação do equilíbrio, segundo o artigo. 

"Me sinto mais confiante quando uso o exoesqueleto", disse Fulvio Bertelli, de 69 anos, um dos participantes do ensaio, citado em um comunicado.


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