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Hackers apontam falhas digitais nas urnas eletrônicas

Empresa que produz urnas eletrônicas utilizadas no Brasil também foi alvo dos testes

Publicado em 07/08/2017, às 14h59

Cerca de 30 tipos de urnas foram analisadas / Foto: Reprodução
Cerca de 30 tipos de urnas foram analisadas
Foto: Reprodução
JC Online

A Defcon, conferência hacker que acontece nos Estados Unidos desde 1992, trouxe uma constatação até então inédita. Neste ano, hackers de todo o mundo analisaram a segurança das urnas eletrônicas utilizadas em processos eleitorais. Entre elas, estavam as urnas fabricadas pela empresa Diebold, responsável pelas máquinas utilizadas no Brasil.

Cerca de 30 tipos de urnas foram analisadas de forma colaborativa, através da demanda espontânea apresentada por hackers em um fórum. Dentre os modelos analisados estão as marcas Winvote, Diebold (que fabrica as urnas brasileiras), Sequoia e !Votronic.

Em 1995, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu concorrência para o desenvolvimento do então Coletor Eletrônico de Votos, e a companhia brasileira Omnitech se sagrou vencedora. No entanto, três anos mais tarde, iniciou um vasto domínio da também brasileira Procomp que, em 1999, se tornaria a subsidiária brasileira da gigante americana Diebold.



Invasões

Os hackers conseguiram invadir os sistemas das urnas utilizando conexão wi-fi insegura, portas USB ou sistema operacional desatualizado.

As análises serviram como base para um chamado "experimento", segundo Jeff Moss, organizador da feira. A intenção era encontrar as possíveis falhas e sanar dúvidas a respeito das fraudes eleitorais, que permeiam o noticiário sobretudo do Oriente e dos Estados Unidos, embora não façam uso da urna eletrônica em todos os estados do país.

A constatação da possibilidade de fraudes não significa, no entanto, que haja contaminação do processo eleitoral por meio das urnas. Os testes hackers são uma forma de alertar para a possibilidade do que ode vir a ser feito.

 


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