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TEST-DRIVE

Como anda a Chevrolet S10 High Country 2017

Picape ganhou novo visual e está mais bem acabada para enfrentar a concorrência com Toyota Hilux e Ford Ranger

Publicado em 08/09/2016, às 08h40

Versão High Country 2.8 diesel é a mais luxuosa da linha e tem preço inicial de R$ 170.990 / Divulgação
Versão High Country 2.8 diesel é a mais luxuosa da linha e tem preço inicial de R$ 170.990
Divulgação
Editoria de Veículos

A S10 nem estava tão desatualizada assim, tinha sido toda modificada em 2012, mas a Chevrolet resolveu mudar quase tudo de novo. O motivo oficial é deixar a picape com a cara da nova linha, a exemplo do Cobalt, Cruze, Onix e Prisma atualizados recentemente. Mas existe outra razão: a disputa com a nova Toyota Hilux pela liderança nas vendas. A S10 se mantinha na frente havia cerca de 20 anos, mas desde dezembro do ano passado a nova Hilux tinha despontado na preferência. O resultado é que a S10 2017 ficou mais bonita, equipada e não perdeu o jeito S10 de ser, ou seja, é carro de trabalho mas, nas versões mais luxuosas, oferece acabamento e conforto de automóvel.

A nova S10 é oferecida nas versões 4x2 e 4x4. A motorização pode ser 2.5 flex ou 2.8 turbo diesel. Os preços começam em R$ 99.300 (cabine dupla flex) e vão até R$ 170.990 para a S10 High Country, a mais luxuosa da linha e a que utilizamos em nosso test-drive. A cirurgia plástica fez bem para a S10. Ela ficou com um visual bastante moderno na dianteira mas, ao mesmo tempo, leve. Não tem aquele ar parrudo de caminhão, da Ford Ranger, e nem aquela cara de sedã da Toyota Hilux. Duas concorrentes que, assim como a S10, têm sua legião de fãs.


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Quem reparar direitinho vai perceber ainda que a S10 mudou também por dentro. O destaque vai para a tela da central multimídia, que ficou maior e mais amigável com recursos de conectividade através dos aplicativos Android Auto e Apple CarPlay. O computador de bordo traz funções como o tempo de vida útil do óleo do motor, fundamental para quem roda pouco mas submete o carro a condições severas.  A S10 agora oferece em todas as versões o OnStar, recurso que permite ao motorista falar com uma central telefônica por meio de uma linha de celular que já vem no carro, para pedir informações, monitorar rotas, pedir socorro em caso de emergência e localizar o veículo numa situação de roubo. O serviço é gratuito nos primeiro 12 meses e depois é preciso pagar uma espécie de assinatura. O valor não foi divulgado pela Chevrolet.

S10

A S10 High Country traz recursos bastante sofisticados como acendimento automático dos faróis; sensor de chuva; câmera de ré; sensor de estacionamento dianteiro e até acionamento remoto da ignição. É possível ligar o motor apertando um botão na chave tipo canivete. Itens como ar-condicionado digital, rebatimento elétrico dos retrovisores externos e banco do motorista com ajustes elétricos também estão igualmente disponíveis. Outros destaques são os controles eletrônicos de tração e de estabilidade; os assistentes de partida em rampas e o de descida. Tudo como em um automóvel de luxo. Mas basta rodar alguns poucos quilômetros com a S10 para voltarmos à realidade. A condução é típica de uma picape, com um pequeno chacoalhar da caçamba, quando vazia, mas que não se traduz em falta de estabilidade.

A posição de dirigir é muito boa e a nova direção elétrica não é leve em demasia, dando sensação de segurança. Aliás, graças a esse sistema que não rouba potência do motor e a outros ajustes, a nova S10 está cerca de 5% mais econômica, segundo a Chevrolet. Na prática, conseguimos no máximo 9 km/litro de diesel rodando em transito urbano com a versão de câmbio automático. O motor de 200 cavalos não decepciona em termos de torque e desempenho, mas a S10 diesel não é silenciosa como a TrailBlazer, por exemplo. Mas, na hora de levar carga, é com ela mesmo. A capacidade da caçamba é de pouco mais de uma tonelada.

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