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Aumenta a preferência pelo câmbio automático

Carros que dispensam o pedal de embreagem estão atraindo mais compradores

Publicado em 25/12/2016, às 14h19

É importante diferenciar o sistema automático dos automatizados / Divulgação
É importante diferenciar o sistema automático dos automatizados
Divulgação
Editoria de Veículos

Cada vez mais motoristas estão dando um merecido descanso para a perna esquerda enquanto dirigem, adquirindo veículos automáticos. O carro sem embreagem, que era comum entre as pessoas que podiam comprar modelos de luxo, chegou com força ao segmento de populares. A escolha pela comodidade vem crescendo. Os principais fabricantes do País têm modelos automáticos na faixa de preços entre R$ 45 mil e R$ 60 mil. E isso não é moda passageira.

Ao lançar seus modelos de entrada, Versa e March com câmbio automático, em junho deste ano, a Nissan se baseou em uma pesquisa de mercado. Segundo resultado do estudo, 40% dos compradores de automóveis populares no Brasil gostariam de ter um automático. E, entre os que já têm, 95% não voltariam a ter um de câmbio manual. Pelo resultado não restam dúvidas de que o negócio tende a crescer. Só que o interessado em levar um desses para casa precisa, além de ter de desembolsar mais, vai precisar de um tempinho de adaptação porque a condução é bem diferente.

Se você está entre os que pretendem comprar seu primeiro automático é bom ficar atento a outros detalhes para fazer um bom negócio. Há diferenças entre preços e mesmo o funcionamento dos sistemas. O mercado disponibiliza a caixa automática e a automatizada. Em regra geral, elas têm funcionamento parecidos porque o motorista não faz a troca manualmente. Basta acelerar e frear, mas são bem distintas tecnicamente. A caixa de marcha automatizada é mais barata, mas acrescenta cerca de R$ 3 mil ao preço do modelo manual. Enquanto as do tipo automáticas são mais caras e custam aproximadamente R$ 5 mil a mais.

CÂMBIO

O câmbio automatizado custa menos porque se trata de um mecanismo mais “simplificado” e, por isso mesmo, menos preciso. Esse faz o carro “soluçar” um pouco entre a passagem de uma marcha para outra. É um sistema de funcionamento menos suave que o automático.Já o automático genuíno é mais sofisticado e normalmente conta com um gerenciamento eletrônico, por isso, a troca de marchas praticamente não é sentida pelo motorista. Para quem for comprar um modelo automático, ou automatizado, é bom ainda se livrar de alguns mitos a respeito. Por exemplo: não é verdade que os automáticos consumam muito mais combustível. Isso acontecia antigamente, quando esses câmbios tinham só três marchas. Atualmente existem sistemas de até nove marchas ou com marchas variáveis (CVT), o que influi diretamente para reduzir o consumo. Quanto mais marchas o câmbio automático tiver, mais eficiente será.

Quanto à manutenção, é bom ler o manual do veículo para saber que tipo de inspeção periódica é necessário fazer. Alguns modelos pedem verificação e até troca do óleo do câmbio; outros usam lubrificante do tipo permanente, que não precisa substituição durante toda a vida útil do veículo. Outra dica importante é sobre o período de adaptação que o motorista deve ter ao passar a dirigir com câmbio automático. Para quem sempre dirigiu com câmbio manual o ideal é que o motorista passe algumas semanas dirigindo em situações mais amenas, evitando tráfego pesado até se acostumar com as reações do automático.

Infográfico

CAMBIO AUTOMATICO 2016

Várias autoescolas oferecem treinamento com veículos automáticos, mas é importante lembrar que para tirar a habilitação no Detran a prova prática é sempre feita em um modelo manual. Os comandos básicos do câmbio automático estão explicados no infográfico desta matéria. Pode haver alguma variação, de acordo com o modelo e marca do fabricante. Mas a simbologia é universal. O sinal + utilizado em alguns câmbios automatizados indica avançar nas marchas. Reduzir  é representado pelo sinal - isto para quem optar pela troca manual. Alguns trazem ainda um botão com a letra “S”, de Speed (velocidade), para quem prefere uma troca de marcha mais rápida.

Para quem tem dúvidas em relação ao futuro dos automáticos, a Nissan divulgou que a oferta desse tipo de câmbio entre os sedãs quadruplicou nos últimos anos. Para se ter uma ideia, 26% dos compradores do Chevrolet Prisma escolhem a versão sem pedal de embreagem. O Hyundai HB20 sedã automático tem a preferência de 51% dos compradores e, no Toyota Etios sedã, a escolha pelo modelo automático chega a surpreendentes 70%. Os modelos hatches também estão bem representados. HB20 hatch automático responde por 27% das vendas e o Onix hatch tem 14% de suas vendas no segmento automático. O carro automático deixou de ser um luxo para ser quase uma necessidade, principalmente, para quem passa muitas horas à frente do volante.

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