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ESPECIAL SEGUROS

O que você precisa saber antes de fazer o seguro do carro

Ouvimos especialistas e montamos um guia para ajudar na hora de contratar uma seguradora para proteger o veículo

Publicado em 28/10/2017, às 13h28

Proteger o veículo de roubo, furto e acidentes exige a presença de um corretor / Divulgação
Proteger o veículo de roubo, furto e acidentes exige a presença de um corretor
Divulgação
Sílvio Menezes e Edilson Vieira
Editoria de Veículos

O seguro veicular é opcional no Brasil e muitos donos de carros, motos e caminhões ignoram a importância de ter esse tipo de proteção de patrimônio e nem se dão ao luxo de fazer uma cotação de uma apólice na hora de comprar um zero-quilômetro ou um usado. A alegação, quase sempre, é o alto custo do serviço. Especialistas do ramo consideram um erro pensar assim e dizem que o ideal seria o consumidor tratar a questão com maior importância e incluir o valor do seguro na conta dos gastos com o veículo como se faz com IPVA, manutenção de oficina e despesas com combustível, por exemplo.

“Vários donos de carros só reconhecem a importância do serviço quando se envolvem em sinistros porque vão ter de amargar um enorme prejuízo”, alerta Carlos Valle, diretor da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor). De acordo com ele, correr esse risco é desnecessário e diz que isso ocorre porque as pessoas têm uma ideia equivocada do serviço. O negócio de seguros mudou bastante a favor dos clientes e está mais acessível. Se no passado uma apólice era sinônimo de artigo de luxo; hoje é essencial e classificada até como um serviço barato dado os benefícios disponibilizados. Anos atrás, o valor do seguro poderia representar até 20% do preço do veículo e agora é bem menos. Na maioria dos casos varia de 3% a 5%, no caso de um modelo popular dentro de um perfil padrão, e com direito a serviços como reboque e assistência 24h, inexistentes em décadas passadas.

Discurso parecido é do empresário Múcio Novaes, presidente do Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste. Segundo ele, o seguro veicular se mostrou um instrumento de extrema importância social porque garante o ressarcimento total de veículos que se envolvem em acidentes, incêndios e roubos, e garantem de volta o patrimônio de muitas famílias que precisam desse veículo para ganhar sua renda. Estimativas do setor dão conta de que cerca de 30% da frota brasileira possuam algum tipo de proteção. Como em Pernambuco existem 3 milhões de unidades cadastradas no Departamento de Trânsito (Detran), podemos dizer que cerca de 1 milhão de carros-motos e caminhões do Estado possuem um tipo de proteção contra sinistros. Apesar de o número significativo, executivos acreditam que mais gente poderia ter acesso a esse serviço.

Ter um seguro com proteção total para o veículo é o ideal, mas a contratação do serviço pode pesar no bolso e ainda tem gente por aí que prefere correr o risco de andar desprotegido. Mas experts no assunto dizem que o motorista responsável não pode andar completamente à mercê da sorte ou ficar esperando ajuda dos céus o tempo todo. Há um lema que diz, em tempos de carrões nas ruas, as chances de se envolver em acidentes e ter de pagar uma conta gigantesca na oficina é grande. Para atender a esse dono de veículo que não quer gastar mais (ou não pode pagar) pelo serviço de seguro total, as companhias desenvolveram um produto que se encaixa bem no orçamento de muitas famílias: o seguro de responsabilidade civil, popularmente conhecido de seguro para terceiros, que em alguns países, é de contratação obrigatória.



SEGURO

A modalidade ainda é desconhecida de muitos, mas, aos poucos, vêm ganhando força por se apresentar como uma solução bem interessante. Nela, o cliente paga bem menos do que num plano convencional, mas, por outro lado, tem proteção restrita. Em caso de uma colisão, por exemplo, a companhia vai cobrir todas as despesas do carro da outra pessoa envolvida no acidente. Já o veículo segurado não terá as despesas de conserto pagas e caberá ao dono fazer o serviço por contra própria. Segundo especialistas, quem procura o seguro para terceiros é gente precavida que quer se livrar de prejuízos materiais. “Se você bate num carro de um desconhecido a companhia vai arcar com as despesas. Você tem responsabilidade sobre o acidente que causou e terá de pagar de qualquer jeito. Não é desculpa ficar sem pagar com a alegação de que não tem dinheiro.

Infográfico

o que vc precisa saber sobre seguros

Nesse caso você resolve o problema dos outros de imediato e depois vai pensar como resolver o seu. É o mínimo que se espera de uma pessoa de bem”, justifica representante da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) Carlos Valle. O custo do seguro para terceiros tem valores diversos, mas há casos em que o cliente paga em média 60% menos do cobrado no plano com cobertura total. Por cerca de R$ 600 já é possível garantir a proteção de um carro popular para terceiros. O valor é cerca de nove vezes menos do que um proprietário de um carro popular gasta por ano só de gasolina.

Mas o plano para terceiros deve ser procurado em situações específicas. “Basicamente percebemos que essa modalidade é mais procurada para carros de valor agregado alto, para clientes que usam pouco o seu veículo e ainda para aqueles modelos que tenham pouco risco de roubo”, resume Carlos Valle. Ele lembra que esses planos incluem serviço de assistência 24 horas que garante resgate no caso de pane elétrica ou mecânica. Os corretores lembram que é bom incluir na apólice a chamada verba para indenização de danos morais e corporais. Isso vai garantir às vítimas do acidente causado pelo segurado a cobertura de gastos com tratamento médico ou indenização por afastamento de trabalho.


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