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REDE MUNICIPAL DE ENSINO

Ecobarreira criada por alunos do Recife é apresentada em feira no Paraguai

Na mesma semana, o projeto da ecobarreira que retém lixo do Canal do ABC, na Mustardinha, está sendo apresentado em São Paulo e no Paraguai

Publicado em 12/09/2019, às 08h10

Barreira de retenção de resíduos foi produzida pelos alunos com materiais reciclados / Foto: Alexandre Gondim/ JC Imagem
Barreira de retenção de resíduos foi produzida pelos alunos com materiais reciclados
Foto: Alexandre Gondim/ JC Imagem
Cidades

Um projeto para a contenção do lixo que circulava pelo Canal do ABC, no bairro da Mustardinha, na Zona Oeste do Recife, levou estudantes da rede municipal da capital pernambucana ao Paraguai. Apresentando a ecobarreira criada com garrafas pet, alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Antônio de Brito Alves puderam expor diante de participantes de vários países a iniciativa que tem ajudado a limpar a água do canal que passa em frente à escola. 

O projeto “Ecobarreira: estratégia de educação sustentável para recuperar o Canal do ABC” surgiu após os alunos sentirem a necessidade de tentar minimizar os danos causados pela quantidade de lixo que era jogada no local, que também incomodava pelo mau cheiro. A iniciativa foi ganhou o primeiro lugar na categoria Meio Ambiente da 4º Feira Conhecimentos da Rede Municipal do Recife (Fecon) e foi selecionada para ser divulgada em outros dois eventos de grande porte: a Feira Internacional de Ciências e suas Tecnologias (MUESCIENTEC), em Assunção, no Paraguai, e a Feira Nacional de Ciência e Tecnologia Dante Alighieri, em São Paulo. Ambas estão acontecendo nesta semana. 

“Para a gente é muito satisfatório estar participando de duas feiras tão importantes, sendo uma delas no exterior. Esse trabalho teve um impacto muito positivo na vida dos alunos e também dos moradores no entorno. As crianças atuam como multiplicadoras e já estão conseguindo mobilizar o bairro com relação à reciclagem, destino correto do lixo e a importância de cuidar do canal. Nossa meta agora é implementar outras duas ecobarreiras”, explica a vice-gestora da Escola Professor Antonio de Brito Alves, Valéria Fonseca. Apesar de ter sido instalado há três meses, o equipamento continua sendo alvo dos estudos dos pequenos. “Eles monitoram os resíduos, avaliam quais são os materiais que mais são jogados, o peso e a efetividade da barreira na limpeza do canal. Ela se tornou guia para o que é dado em sala de aula”, acrescenta Valéria. 



Os alunos Gleybson Waldir de Souza Suruagy, do 8º ano, e Maria Clara da Silva Sales, do 9º ano, estão representando a equipe, que tem cerca de 40 alunos, no Paraguai, acompanhados da professora Maria Das Dores da Silva Lopes. Já em São Paulo, quem está representando os colegas é o aluno Carlos Henrique Barbosa, aluno do 7º ano, junto com o professor de ciências Alexandre Conte. Para o jovem, de apenas 13 anos, a experiência está sendo enriquecedora. “Estou achando uma maravilha. No começo a gente não imaginou que nossa ecobarreira ia percorrer o mundo, mas a gente está feliz com esse grande sucesso”, conta o estudante, que aprendeu dentro de casa a importância de dar o destino correto ao lixo. “Minha mãe cata latinhas e plástico para vender. Ela trabalha em uma casa de família, mas a venda desses materiais ajuda a comprar mais comida, lanches e coisas que a gente precise”, conta o jovem, orgulhoso da mãe, Francineide Maria Barbosa, que o ajudou a coletar garrafas pet para a criação da barreira. 

Monitoramento

Feita de garrafas e ferro, a engenhoca funciona como uma tela, que evita que os resíduos passem de um lado para o outro. Os alunos monitoram o equipamento e acionam a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) para que o material seja recolhido. 




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