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óleos nas praias

Desastre com óleo no Nordeste não tem precedentes. Mas Brasil já sofreu outros derramamentos

O presidente do Ibama, Eduardo Bim, ressaltou que o desastre é inédito no mundo e que conter os resíduos ainda é um desafio

Publicado em 18/10/2019, às 19h17

Em Pernambuco, o material foi encontrado nas praias do Litoral Sul, como São José da Coroa Grande e Carneiros, nesta quinta (17) e sexta-feira (18) / Foto: Bruno Campos | JC Imagem
Em Pernambuco, o material foi encontrado nas praias do Litoral Sul, como São José da Coroa Grande e Carneiros, nesta quinta (17) e sexta-feira (18)
Foto: Bruno Campos | JC Imagem
Larissa Lira

Desde o início de setembro, manchas de óleo começaram a aparecer em praias do Nordeste. O vazamento atingiu todo o litoral da Região e, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), afetou, até agora, 187 praias da costa nordestina. Em Pernambuco, o material foi encontrado nas praias do Litoral Sul, como São José da Coroa Grande e Carneiros, nesta quinta (17) e sexta-feira (18).

O presidente do Ibama, Eduardo Bim, ressaltou em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado, nesta quinta-feira (17), que o desastre é inédito no mundo e que conter os resíduos ainda é um desafio. Geofísico mestrando em Oceanografia pela Universidade Federal de Pernambuco, Luis Tassinari também afirma que o impacto do derramamento é sem precedentes no País. “Esse tipo de acidente com esta magnitude e pela quantidade de áreas atingidas sem uma ligação direta com uma plataforma ou uma zona que está sendo perfurada para se encontrar óleo é inédito”. Mesmo assim, outros vazamentos de óleo já foram registrados no Brasil e no Mundo.

No Brasil

Em 2012 e 2016, dois vazamentos foram registrados em Tramandaí, no Litoral do Rio Grande do Sul. No primeiro vazamento, 1,2 milhão de litros de petróleo sujaram o mar e a areia. O incidente foi considerado o maior do Estado e o produto afetou a flora e a fauna marinhas. Como forma de contingenciamento, a orla teve de ser evacuada, devido ao risco de contaminação, e milhares de toneladas de areia tiveram de ser raspadas.

Em 2016, outro vazamento. Uma mancha de aproximadamente 10 quilômetros de diâmetro com 2,5 mil litros de óleo atingiu o mar entre as cidades de Imbé e Tramandaí, mas, diferente do vazamento anterior, esse não atingiu a orla.
Outra área com constantes vazamentos é o Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Em 2017, ao menos 3 mil litros de óleo vazaram do navio Golden Trader II, atracado no Porto. Para conter a substância foram instaladas barreiras de contenção no cais e foram feitos trabalhos de limpeza no mar.



Já em 2018, houve um vazamento de 9 mil litros de óleo. O vazamento foi contido no mesmo dia após a adoção do Plano de Emergência Integrado da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Neste ano, a Petrobras informou, em nota, que detectou uma mancha de óleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. O volume de óleo no mar chegou a mais de 6 mil litros e o seu recolhimento e dispersão foi feito por sete embarcações, além de quatro embarcações de apoio e um helicóptero, para sobrevoo.

No Mundo

Em 2002, a Espanha teve um dos maiores acidentes ecológicos já registrados. Um petroleiro partiu-se em dois e afundou, levando para o Atlântico mais de 70 mil toneladas de óleo. No dia do derramamento, autoridades estimavam que entre 5 mil e 6 mil toneladas do combustível já tivesse vazado e se espalhado por 130 quilômetros da costa. No incidente, 18 quilômetros de barreiras foram colocadas na extensão sob risco.

Mais recentemente, em 2018, um vazamento também assustou a Colômbia. Centenas de barris de petróleo contaminaram três rios e afetaram várias espécies no norte do país. O derramamento chegou a ser considerado uma emergência ambiental por haver atingido 30 quilômetros de longitude, distribuindo água, lodo e petróleo pelas zonas que circulam a região de Santander. Estima-se que a zona levará 50 anos para se recuperar.


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