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Em meio ao desastre com óleo no Nordeste, Fernando de Noronha está sob monitoramento

Nesta sexta-feira (18), a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco informou que não há, até o momento, sinais de manchas de óleo nas praias do arquipélago

Publicado em 18/10/2019, às 21h35

Foi providenciado o envio de barreira de contenção para Noronha / Foto: Heudes Regis/Acervo JC Imagem
Foi providenciado o envio de barreira de contenção para Noronha
Foto: Heudes Regis/Acervo JC Imagem
JC Online

Atualizada no dia 19/10 às 12h01

Patrimônio Natural da Humanidade declarado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, e um dos destinos mais procurados, a ilha de Fernando de Noronha está sendo monitorada em meio ao desastre das manchas de óleo no Nordeste. A assessoria de imprensa Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas) informou, na noite desta sexta-feira (18), que não há, até o momento, sinais da substância nas praias do arquipélago. No entanto, já foi providenciado o envio do material necessário para que seja feita a instalação de barreira de contenção.

Em coletiva nesta sexta-feira (18), o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, José Bertotti, explicou que não há como prever a rota do óleo que afeta o Nordeste porque o governo federal ainda não identificou o local de onde o material está saindo.

"O governo federal não identificou de onde sai o óleo. Se eu identifico, eu sei por onde ele se movimenta pelas correntes. O que também não temos? Eles não estão monitorando o alto-mar, quem pode fazer isso é a Força Aérea. O governador hoje procurou o major-brigadeiro do comando aéreo daqui, que disse que não tinha autorização. Já solicitamos, por ofício, ao comandante da Força Aérea, para fazer o que já deveria ter sido feito, o monitoramento dessas manchas ainda em alto-mar. Se eu localizo e georreferencio, em tese, eu posso prever onde vai bater", disse.

Vistorias

A Administração do Distrito Estadual de Fernando de Noronha informou que, desde setembro, estão sendo realizadas vistorias em caráter preventivo nas praias da Área de Proteção Ambiental e também reforçou que, até o momento, não foram encontrados vestígios do óleo ou derivados. Além disso, informou que "o monitoramento será mantido, em permanente contato com a Capitania dos Portos de Pernambuco, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade e a CPRH, além de providências para que sejam evitados eventuais danos".

A administração alertou para que, caso alguma pessoa aviste qualquer suspeita da substância nas praias ou adjacências da Ilha, entre em contato com a Superintendência de Meio Ambiente. O telefone para contato é o (81) 31829621.



Dano ambiental em Pernambuco

Entre a quinta (17) e esta sexta-feira (18), foram atingidos locais nas cidades de São José da Coroa Grande, Barreiros, Tamandaré e Sirinhaém, no Litoral Sul.


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Praias

"Nesta sexta-feira (18), foram seis praias em Pernambuco: Carneiros e Boca da barra, em Tamandaré, Mucambinhas, em Barreiros, Ilha de Santo Aleixo, A Ver o Mar e Guaiamum, em Sirinhaém. Essas praias receberam o toque de óleo e foi feito o trabalho de contenção e limpeza", disse o secretário.

Rios

"Os rios Persinunga, em São José da Coroa Grande, e Una, em Barreiros, e Rio Formoso, em Tamandaré, sofreram também o toque de óleo. No caso do Persinunga e do Una, já há barreiras de contenção para que o óleo não alcance os estuários. Estamos trabalhando também com barreiras de contenção no Rio Sirinhaém e no Rio Maracaípe, em Ipojuca, onde ainda não houve chegada de óleo", explicou Bertotti.

Neste sábado (19), o trabalho de monitoramento com sobrevoo pelo Litoral Sul continua.

"Amanhã de manhã vamos fazer a mesma movimentação, assim que o sol raiar e o tempo permitir, um monitoramento de helicóptero para identificar os pontos mais sensíveis para que possamos agir", afirmou o secretário.




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