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EDUCAÇÃO

Mães, alunos e docentes protestam contra precariedade em escolas do Recife

Ato aconteceu na frente da Prefeitura do Recife, na manhã de segunda-feira

Publicado em 26/03/2019, às 07h43

Protesto foi realizado no hall da Prefeitura do Recife / Foto: Filipe Jordão / JC Imagem
Protesto foi realizado no hall da Prefeitura do Recife
Foto: Filipe Jordão / JC Imagem
da editoria de Cidades

Mães, alunos e professores de duas escolas e uma creche da rede municipal do Recife realizaram um protesto, ontem de manhã, para denunciar problemas de infraestrutura das unidades de ensino. A maior queixa é em relação ao calor nas salas de aulas. O ato, em frente à prefeitura, chamou a atenção também para falta de pessoal. Participaram representantes das Escolas Jader Figueiredo de Andrade Silva, localizada no Engenho do Meio, e Paroquial Cristo Rei, na Torre, ambas na Zona Oeste da capital; e da Creche Novo Pina, situada no Pina, Zona Sul.

“O calor dentro da sala é insuportável. Só tem um ventilador e que não dá conta da temperatura alta. Acho uma falta de respeito com as crianças e com os professores”, afirmou a dona de casa Mirele Souza, 20 anos, mãe de Neymar Souza, um garoto de 5 anos que estuda na Escola Jader Figueiredo. “Meu filho é especial. Há um agente que fica com ele, mas sei de outras crianças que não contam com essas pessoas”, comentou Mirele. Ela se refere aos Agentes de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Especial (AADEE), profissionais que dão apoio aos alunos com deficiência.

Na Creche Novo Pina, mães dizem que frequentemente a máquina de lavar da unidade quebra, o que inviabiliza as atividadades. “Sobrevivo catando sururu e preciso deixar meus dois filhos menores na creche para trabalhar. Quando a máquina quebra não tem aula”, lamentou Mirela Santana, 25, mãe de Ana Késsia, 1, e Samuel, 3. Ela disse que lá também só existe um ventilador por sala. E reclamou que a areia do parque não é tratada. “Disseram que está contaminada.”



“Os bebês e as crianças tiram o cochilo entre meio-dia e 14h, quando o calor é muito grande. Colocamos os colchões todos juntos na frente do único ventilador que tem em cada sala”, relatou a professora Cleonice Alves. Na Escola Cristo Rei, os docentes disseram que equipamentos de ar condicionado foram instalados no fim de semana. “Alunos passaram mal, com vômito e tonturas. Esperamos que os aparelhos funcionem realmente. Queremos também que instalem na biblioteca, no refeitório e na secretaria”, pleiteou a professora Sandra Gomes.

Uma das diretoras do Sindicato dos Professores da Rede Municipal do Recife (Simpere), Cláudia Ribeiro, criticou os problemas na rede municipal de ensino. “É inaceitável que a prefeitura não dê condições das escolas funcionarem. As salas que não foram climatizadas são muito quentes. Algumas lotadas. Faltam profissionais”, destacou Cláudia. “Gastam milhões com robôs e falta o básico. O que aparece nas propagandas não é real”, reclamou Carlos Elias, também do Simpere. O sindicato ajudou as mães a organizarem o protesto.

PROVIDÊNCIAS

A Secretaria de Educação do Recife informou que a reforma do prédio anexo da Escola Jader Figueiredo foi finalizada. Falta a Celpe realizar a ligação trifásica para haver a climatização das salas. Sobre a Paroquial Cristo Rei, uma equipe de manutenção vai à unidade para fazer o levantamento dos serviços necessários na área de climatização. “A secretaria já solicitou também a Celpe o aumento de carga na Creche Novo Pina para que a parte elétrica seja finalizada”, afirmou, em nota. Dois professores substitutos serão lotados na creche, complementou o órgão.





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