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Análises e propostas dos candidatos a reitor e vice-reitor da UFPE

As cinco chapas concorrentes responderam duas perguntas do JC

Publicado em 05/05/2019, às 07h10

Nova gestão começa na UFPE em outubro / Foto: Bobby Fabisak / JC Imagem
Nova gestão começa na UFPE em outubro
Foto: Bobby Fabisak / JC Imagem
Margarida Azevedo

Alunos, professores e técnicos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) vão participar, nos dias 29 de maio e 12 de junho, de uma consulta acadêmica para escolher o reitor e vice-reitor da instituição. Os nomes dos três mais votados irão compor uma lista tríplice que será enviada para o governo federal decidir quem comandará a instituição a partir de outubro, para um mandato de quatro anos.

A Associação de Docentes da UFPE (Adufepe) promnoverá três debates com os candidatos, nos três campus: dia 7, em Caruaru, às 18h; dia 14, no câmpus Recife, às 15h, no CTG; e dia 22, em Vitória de Santo Antão, às 16h.

O JC enviou duas perguntas para as cinco chapas concorrentes. Veja as respostas abaixo. A apresentação dos candidatos seguiu a ordem alfabética do primeiro nome do postulante ao cargo de reitor.

Alfredo Gomes e Moacyr Araújo - Mude UFPE (55)

1. Que avaliação a chapa faz da UFPE hoje? Quais os principais problemas, os desafios e o que pretende fazer para resolvê-los?
Avaliamos que a UFPE perdeu o seu protagonismo interno e também com a sociedade. Precisamos recuperar esse protagonismo através da formulação e implementação de uma pauta ampla e consistente que reposicione a UFPE no contexto da sociedade pernambucana, assim como nos contextos regional, nacional e internacional. Também temos como desafio redefinir o modelo de gestão da universidade: construir uma gestão participativa fundamentada no diálogo permanente com a comunidade universitária, e focado na resolução dos problemas, de modo a melhorar a qualidade de vida e elevar o bem-estar social da UFPE.

2. O que fazer para superar o atual cenário de contingenciamento de verbas federais? O que pode ser feito para ofertar ensino, pesquisa e extensão com qualidade num cenário de ameaças de corte de recursos?
Construir uma frente ampla em defesa da universidade pública, em prol da autonomia universitária e manutenção do apoio estatal. A universidade é patrimônio estratégico, e esse entendimento deve orientar a pauta nacional. Pretendemos conversar com o Governo, o Congresso e a sociedade sobre a necessidade de suspender o corte de verbas, por serem investimentos fundamentais para a construção de uma sociedade economicamente forte, ambientalmente sustentável e socialmente justa. Também criaremos grupo de trabalho para captar recursos junto ao Poder Público, agências de fomento e setores produtivos.

Daniel Rodrigues e Roberta Ramos - Movimenta UFPE (54)

1. Que avaliação a chapa faz da UFPE hoje? Quais os principais problemas, os desafios e o que pretende fazer para resolvê-los?
A gestão atual da UFPE vem se adaptando aos contínuos cortes orçamentários, repassando para os servidores o ônus através de intensificação de trabalho, bem como criminalizando o movimento estudantil. Nossa chapa coletiva é contrária a essa postura e considera que apenas com a participação efetiva de todos os segmentos nas instâncias internas e no movimento nacional será possível garantir investimentos públicos necessários para a realização de sua missão e garantir a formação pluridisciplinar em todos os seus campi, de forma a preservar a tradição de pesquisa, ensino e extensão da UFPE.

2. O que fazer para superar o atual cenário de contingenciamento de verbas federais? O que pode ser feito para ofertar ensino, pesquisa e extensão com qualidade num cenário de ameaças de corte de recursos?
A Universidade Pública Brasileira é estratégica na produção de conhecimento e na formação humana. No entanto, a Universidade Pública, assim como todo o Serviço Público Brasileiro e seus servidores, está sob ataque de um projeto que atua no sucateamento para posterior privatização. Para garantir a continuidade da oferta de ensino, pesquisa e extensão com qualidade, diante desse cenário de corte de recursos, é preciso fortalecer as instâncias democráticas e mobilizar todos os setores e segmentos para enfrentar nacionalmente essa questão, envolvendo a Andifes, Sindicatos e Movimentos Sociais.



Edilson Fernandes e Sandro Sayão - Somos todxs UFPE - (50)

1. Que avaliação a chapa faz da UFPE hoje? Quais os principais problemas, os desafios e o que pretende fazer para resolvê-los?
A UFPE enfrenta problemas sérios, dos quais se destacam: uma Biblioteca que não aceita livros; um RU insuficiente; ausência de espaços de convivência e acessibilidade; falta de canais de interlocução e diálogo. Não há planejamento estratégico e ações inovadoras, como tampouco propostas reais de transformação. Frente a isso propomos: criação de canais de diálogo; fomentar a autonomia universitária e a desburocratização; abandonar a postura paternalista hoje existente, distribuindo poder e responsabilidade. Se comungamos dos mesmos desafios, comungaremos das forças que nos permitem superá-los.

2. O que fazer para superar o atual cenário de contingenciamento de verbas federais? O que pode ser feito para ofertar ensino, pesquisa e extensão com qualidade num cenário de ameaças de corte de recursos?
O corte orçamentário é de todos o pior problema. Superar isso significa: criar canais de diálogo com o Ministério da Educação, lutando pela manutenção orçamentária; fomentar o estabelecimento de parcerias com agentes financiadores externos; melhorar a gestão dos recursos recebidos; entre outros. A busca de parceiros internacionais para o financiamento de pesquisas é outro ponto crucial, assim como, a criação de novos canais de captação de recursos junto ao governo do estado, municípios e setor privado.

Florisbela Campos e André Santos - Chapa Acolher Inovar (53)

1. Que avaliação a chapa faz da UFPE hoje? Quais os principais problemas, os desafios e o que pretende fazer para resolvê-los?
É preciso inovar nos processos e soluções e acolher as pessoas: a UFPE precisa de reformas de infraestrutura e de gestão. É necessário descentralizar o RU no campus Recife e construir o do campus Vitória, além de melhorar o atendimento em todos os campi. É fundamental desburocratizar processos para dar mais fluidez às atividades dos técnicos e docentes, melhorar as condições de trabalho e oferecer transparência nas decisões e procedimentos. É também desafio a otimização e captação de recursos, além da defesa de uma Universidade pública, autônoma, gratuita, plural e de excelência.

2. O que fazer para superar o atual cenário de contingenciamento de verbas federais? O que pode ser feito para ofertar ensino, pesquisa e extensão com qualidade num cenário de ameaças de corte de recursos? As Universidades precisam se posicionar, como têm feito, contra os cortes. Mas, diante deles, sabemos que será necessário otimizar recursos, e para isso é necessário reduzir custos fixos, como água e luz; desburocratizar a gestão; investir em fontes de renda, como o Centro de Convenções e uso do prédio da SUDENE; captar investimentos por meio de leis de incentivo, emendas parlamentares, organismos internacionais e empresas. O CIn, do nosso vice, é um dos maiores captadores de recursos para a UFPE, o que apoia ações como a assistência estudantil, por exemplo. Vamos expandir essa expertise

Jeronymo Libonati e José Luiz - Gestão Integrada com Inovação (59)

1. Que avaliação a chapa faz da UFPE hoje? Quais os principais problemas, os desafios e o que pretende fazer para resolvê-los?
Identificamos o excesso de burocracia nos processos internos, que será revertido com transformação digital, alinhando decisões estratégicas à TI. Também vemos que a UFPE é pouco integrada à sociedade, então reunir vários setores é alçar soluções: conversas identificam problemas, que fomentam projetos. Vemos ainda falhas nos projetos pedagógicos dos cursos, que precisam ser atualizados. E para assegurar um ensino de extrema qualidade é preciso ampliar parcerias internacionais, desenvolvimento de projetos que atraiam organismos estrangeiros. Então, vamos melhorar a infraestrutura, para elevar toda UFPE ao padrão internacional.

2. O que fazer para superar o atual cenário de contingenciamento de verbas federais? O que pode ser feito para ofertar ensino, pesquisa e extensão com qualidade num cenário de ameaças de corte de recursos?
Essa perspectiva exige soluções imediatas e realistas. Continuaremos a trabalhar junto aos órgãos federais, mas já temos experiência em outros vieses: criação e fortalecimento de uma estrutura para parcerias com o setor produtivo e instituições públicas por recursos para pesquisas básica e aplicadas, como já acontece no CCSA e no Lika. O corpo docente da UFPE já trabalha conectado a redes nacionais e internacionais. Simultaneamente, buscaremos emendas parlamentares e de constituição de fundos patrimoniais.

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