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Desafios são cotidianos na Cesar School

Alunos participam da solução de problemas dentro de empresa

Publicado em 31/08/2019, às 08h23

Com aulas pela manhã e projetos em grupo à tarde, Cesar School garante formação integral de alunos. / Luisi Marques/JC360
Com aulas pela manhã e projetos em grupo à tarde, Cesar School garante formação integral de alunos.
Luisi Marques/JC360
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Como se diferenciar em um setor que já convencionou a tríade “ênfase tecnológica + inovação + gente” como fórmula para toda e qualquer situação? A formação integral, ao lado do desenvolvimento de habilidades interpessoais, da solução de problemas reais e do estudo com propósito, é a resposta da Cesar School, apresentada em sua graduação em Design.

E engana-se quem pensa que é um curso superior comum de design gráfico. Há disciplinas da área, sim, mas o conceito do bacharelado é mais amplo, comum a abordagem multidisciplinar e integrada. “Nossa metodologia é a PBL-Problem Based Learning. Simulamos uma residência médica: temos os clientes no Porto Digital e em diversas em presas do país; os professores e tutores, que são os profissionais; e os alunos, que são os residentes”, compara Felipe Furtado, diretor executivo da Cesar School.

Na prática, funciona assim: de manhã, os alunos de Design têm aulas do currículo regular e disciplinas nas turmas da graduação de Ciência da Computação, e vice-versa. À tarde, formam-se times mistos, com estudantes dos dois cursos, que são apresentados a problemas reais de empresas do mercado.

“São cursos com perfis complementares. Em design, temos o entendimento do problema, a concepção da solução, a prototipação e a validação. Os alunos de computação também participam dessa concepção e vão até o desenvolvimento da solução em si”, contextualiza Furtado.



Sendo uma turma de cada curso por semestre, as classes têm até 32 pessoas, para facilitar a interação e o trabalho em grupo. Anna Rafaela Carvalho, 19 anos, aluna do 3º período de Design, chegou à Cesar School depois de um ano e meio cursando Direito em outra instituição, mas sem ser e conhecer no que era proposto. “Na minha concepção, fazia design quem sabia desenhar. Mas entendi que há muito mais, e aqui é um curso de design de soluções. Em direito, não tive contato nenhum com a prática. Foi um choque muito bom, eu entrei e não pude ter dúvida. No primeiro semestre, você já sabe se quer ou não trabalhar com aquilo, porque de fato trabalha”, resume.

E a preparação para o mercado está na rotina da Cesar School. Inserida no ecossistema que colocou Pernambuco no mapa global de TI, o contato com as empresas é direto. “Nosso campus é o Porto Digital. Os professores sabem os problemas dos clientes no dia a dia, entendem a dificuldade para preencher vagas, veem o gap entre a formação tradicional e o que é exigido no mercado. Nossos alunos são capazes de pensar criticamente em busca de caminhos para um resultado eficaz, lidam com gestão de conflitos. E o feedback que temos é muito positivo”, comemora o diretor.

É o caso da Neurotech, que usa inteligência artificial para análise de dados e é uma das mais recentes parceiras da Cesar School. Os alunos estão envolvidos em seis desafios da empresa. “São problemas que ainda não conseguimos resolver. É um bom investimento, porque entendemos que, sem assumir riscos e sem buscar parcerias estratégicas, não avançamos e ainda corremos o risco de ficar para trás”, pondera o diretor Rodrigo Cunha.

Ter a resolução de problemas como prática cotidiana não assusta Anna Rafaela. “Entrei em direito querendo mudar o mundo, que é meio que querendo solucionar problemas. Mas percebi que não ia conseguir isso lá. O design é essa plataforma para mudar o mundo e sou feliz com o que estou fazendo”, sorri.


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