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Com colaboração e autonomia, alunos aprendem a empreender de forma positiva para a sociedade

Santa Maria incentiva com aulas de empreendedorismo e sala maker preparada para desenvolvimento de projetos

Publicado em 09/10/2019, às 09h30

Professor André Pessoa acredita que assuntos e ambiente da sala de empreendedorismo/maker colaboram com a autonomia dos estudantes / Gabriel Galvão/JC360
Professor André Pessoa acredita que assuntos e ambiente da sala de empreendedorismo/maker colaboram com a autonomia dos estudantes
Gabriel Galvão/JC360
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Potencializar a criatividade e, a partir dela, enxergar os acontecimentos e objetos como oportunidades de não apenas fazer dinheiro, mas também de impactar positivamente a sociedade. Essa é a proposta das aulas de empreendedorismo/maker no Colégio Santa Maria, que preparam o indivíduo para encarar as demandas de um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e exigente. “Nós entendemos que essas são as necessidades da sociedade do século XXI. Pessoas criativas, atentas, mas sobretudo apaixonadas pelo que fazem e preocupadas com os impactos do que promovem”, aponta Rosa Amélia, diretora-presidente do colégio.

A instituição passou a oferecer aos alunos do 5º ao 9º anos aulas de empreendedorismo/maker, em uma sala toda pensada para despertar a criatividade. “Ela tem a parede de vidro, transparente, justamente para se tornar convidativa, para que os alunos entrem e queiram explorar. Aqui dentro, materiais, cores e possibilidades para que tudo isso aconteça”, conta o professor André Victor Pessoa, mestre em tecnologia educacional. “A ideia é tentar despertar um espírito empreendedor nas crianças. Tudo isso aliado ao pensamento maker, que é colocar a mão na massa e eles mesmos criarem os próprios produtos e projetos.”

Durante as atividades, os alunos identificam suas afinidades e habilidades. “Eles criam empresas, apontam quem é o diretor administrativo, o diretor de marketing, pesquisam, constroem. Desenvolve demais a autonomia”, continua o professor André, explicando que o colégio entra com o papel de instruir, mas deixando os alunos serem protagonistas dos processos. Um grupo do 5º ano, voltado para o empreendedorismo social, quis criar brinquedos a partir de material reciclado, para distribuí-los em creches. “Eles fizeram um cronograma para levantar o material, visitar as creches, construir a brincadeira, procurar patrocinador. Depois eles pesquisaram como fazer o brinquedo e vão lá para essa tarde de lazer junto com as outras crianças, ou seja, passaram por todos os processos possíveis dessa construção”, ressalta André.



O professor conta, ainda, que inicialmente, a expectativa da escola era que os alunos iriam desenvolver trabalhos similares aos desempenhados pelos pais, que muitas vezes são empreendedores. “Mas foi uma surpresa, porque eles são bem independentes em relação a isso. Querem empreender da própria maneira, eles tiveram as próprias ideias. Quem gosta de jogar, por exemplo, cria um jogo para ensinar alguma coisa, principalmente algo que vá contribuir com a sociedade”, lembra o professor. “Quando eles chegam com a ideia, a gente vê se é viável, se é compatível com a idade deles. No mais, eles são protagonistas de uma forma muito intensa dessas atividades.”

E os exemplos são vários. Um jovem de 12 anos, do 8º ano, criou um jogo que ajuda pessoas idosas com Alzheimer. Um grupo de meninas do 5º ano, que gosta de rap, compôs uma música a partir de um tema da prova, para facilitar a aprendizagem dos colegas. “E colocaram no YouTube para que outras pessoas também possam ver”, lembra André. “Observamos muito essa vontade de ajudar o outro. E também para auxiliar em outras disciplinas, outras ciências. Certa vez vieram aqui para construir uma tartaruga com MDF para poder expor um trabalho em biologia. Então a criatividade começa a se expandir, promovendo soluções e interdisciplinaridade”, ressalta André.



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