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Sem barreiras para o frevo

Escola Municipal Maestro Fernando Borges, na Encruzilhada, promove inclusão social e acolhe crianças com síndrome de down

Publicado em 16/01/2013, às 05h59

Janaína, Heitor e Priscila participam das aulas na Escola de Frevo / Bernardo Soares/JC Imagem
Janaína, Heitor e Priscila participam das aulas na Escola de Frevo
Bernardo Soares/JC Imagem

O frevo é pernambucano, mas ganhou o mundo. No Carnaval, milhares de pessoas se rendem a esta arte, considerada uma das nossas maiores expressões culturais. A beleza da dança é transmitida, principalmente, pelos passistas. Muitos deles, formados na Escola Municipal de Frevo Maestro Fernando Borges, que funciona há 16 anos, na Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Lá, os alunos aprendem gratuitamente a entrar no ritmo. Mais do que isso. São ensinados a respeitar e a conviver com as diferenças e a ajudar na inclusão social.

O que era para ser um local destinado aos alunos da rede municipal de ensino, fez tanto sucesso que as portas foram abertas para o público em geral, inclusive para portadores de deficiências. Atualmente, a escola atende 700 pessoas na oficina de sombrinha. Dessas, quatro tem síndrome de Down. “É um jeito de promover a inclusão, através da dança, e inserir essas pessoas de forma mais dinâmica na sociedade”, contou a diretora da escola, Ana Miranda. Um dos inseridos é Heitor Menezes de Santana, 26 anos. Com a sombrinha na mão, ele é um destaque entre os demais alunos. “Eu amo o frevo, sou apaixonado por isso aqui.”



A avó, Severina Braz de Santana, 72, que cria Heitor, disse que ele ama participar de todo tipo de arte. “Meu neto também faz parte do Conservatório de Música. Não perde uma aula, principalmente a de dança. Ele é muito feliz nessa escola”, disse. O rapaz chegou a participar do concurso para ser o Rei do Carnaval do Recife. “Estamos sempre estimulando a participação deles em apresentações e em concursos”, afirmou o instrutor de frevo da escola, Werison Feidelis.

Como Heitor, as alunas Janaína Alexandrina da Silva, 20, e Priscila Campos Alves de Souza, 22, têm a síndrome e são frequentadoras assíduas das aulas. “No começo foi bem difícil fazer com que todos entrassem no ritmo. Comecei a planejar aulas diferenciadas, com bolas e fitas coloridas. Foi então que eles começaram a dar os primeiros passos. Hoje, vê-los dançando tão bem, é muito gratificante”, disse Werison.

A inscrição para as oficinas de frevo só acontece em janeiro e já se encerraram. Agora, só em 2014. Para se inscrever, é preciso uma foto 3x4 e preencher uma ficha na escola, que fica na Rua Castro Alves, 440, na Encruzilhada. Mais informações: 3355-3102.

Leia mais na edição do JC desta quarta-feira (16)




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