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assistência social

ONG que atende portadores de deficiência mental precisa de ajuda para continuar funcionando

Centro de Ensino e Reabilitação, em Paulista, quer recursos para continuar oferecendo atendimento médico e pedagógico a 210 crianças e jovens

Publicado em 24/03/2015, às 08h32

ONG oferece atendimento a crianças com necessidades especiais / Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
ONG oferece atendimento a crianças com necessidades especiais
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Valéria Oliveira
voliveira@jc.com.br

Instalado há 35 anos no município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR), o Centro Regional de Ensino e Reabilitação (Center) já ajudou a transformar a vida de centenas de crianças e adolescentes portadores de deficiência mental. A organização não-governamental (ONG), idealizada por um grupo de amigas, oferece atendimento médico, pedagógico, e assistência social de forma gratuita para jovens com necessidades especiais. No entanto, os recursos financeiros provenientes de parcerias com projetos sociais e empresas solidárias não têm sido o suficiente para a manutenção do serviço, ameaçando a continuidade da iniciativa.

Atualmente, cerca de 210 crianças e jovens, com idades entre 2 meses e 25 anos, recebem atendimento no Center. A maioria é portadora de síndrome de down, autismo ou possui algum tipo de retardo mental. Todos são acompanhados por uma equipe composta por fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta, professores de ensino especial e arte educadores. O espaço funciona em um imóvel alugado, localizado na Rua Vista Alegre, no Centro de Paulista, e conta com salas de aula, biblioteca, brinquedoteca e sala de recreação, onde as crianças participam de teatrinho com fantoches e contação de histórias. Já a sala de informática, montada há um ano com equipamentos doados, está fechada. “Estamos sem professor. O voluntário que ministrava as aulas precisou sair e agora o laboratório está fechado porque não temos quem dê aula para as crianças”, explica Dione Melo, diretora e uma das fundadoras do Center.

Duas vezes por semana, a garotada se diverte com aulas de dança. Salsa e bolero são os ritmos preferidos. “Eles adoram participar das aulas, se divertem muito. Além disso, a dança tem contribuído para que eles desenvolvam as habilidades corporais e tenham mais iniciativa. Alguns começaram bem tímidos e hoje já estão mais soltos”, analisa o professor André Barbalho. O grupo de dança formado pelos alunos ainda não tem nome, mas já se apresenta em eventos, fóruns e seminários que acontecem no município.

Os jovens atendidos também participam de atividades esportivas e culturais, como futebol e aulas de canto. Uma das novidades é a pequena fábrica de biscoitos montada dentro do centro. Empresas parceiras doaram os equipamentos e os próprios alunos ajudam na produção dos biscoitos. “É gratificante poder ajudar essas crianças, ver o desenvolvimento delas através das atividades”, diz a professora Maria de Lourdes Fernandes, que trabalha há mais de 30 anos na instituição beneficente. 



Na ONG, ninguém fica parado. Até mesmo as mães dos alunos ganham uma ocupação. Elas participam de oficinas de pintura e artesanato. A professora voluntária também é mãe de um dos adolescentes atendidos no Center. “É uma maneira que encontramos tanto para ocupar o tempo delas como para impulsionar uma nova atividade e aumentar a renda das famílias”, diz a diretora do Center.

Além de Paulista, a instituição atendia as cidades de Abreu e Lima, Igarassu, e Itamaracá, todas no Grande Recife, mas por falta de recursos precisou restringir o atendimento. “As dificuldades são grandes e a verba que conseguimos reunir não é o suficiente. Às vezes, as pessoas preferem doar para grandes instituições porque não conhecem o trabalho maravilhoso que ONGs menores como o Center fazem. Ainda que as escolas atendam crianças especiais, ainda existem muitas dificuldades em relação à inclusão dessas crianças em escolas regulares. Trabalhamos acolhendo essas crianças e preparando-as para as escolas”, comenta Dione Melo. Ainda segundo a diretora, uma das maiores dificuldades da instituição é manter o quadro de funcionários e pagar o aluguel do espaço. “Temos uma equipe de 20 profissionais e apenas três voluntários. É difícil manter esse quadro quando não há recursos suficientes. O aluguel também não é barato”, explica.

Quem quiser ser um voluntário, basta entrar em contato com a ONG por meio do telefone (81) 3437-2644. Doações financeiras podem ser feitas na conta corrente 30646-0, agência 0821-4 do Banco do Brasil. Mais informações sobre a iniciativa no endereço eletrônico http://www.center.org.br/.




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