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Com Jardim do Baobá, Parque Capibaribe começa a sair do papel

Primeira etapa do novo parque da prefeitura será construída no entorno do baobá mais antigo do Recife

Publicado em 28/03/2016, às 06h22

Jardim será construído em torno de baobá mais antigo do Recife, segundo a prefeitura / Imagem: Google Maps
Jardim será construído em torno de baobá mais antigo do Recife, segundo a prefeitura
Imagem: Google Maps
Paulo Veras

Projeto ambicioso de revitalização urbana no entorno do rio, o Parque Capibaribe começa a sair do papel nesta segunda-feira (28), quando a Prefeitura do Recife lança as obras de construção do Jardim do Baobá, no trecho de margem que fica entre as ruas Madre Loyola e Antônio Celso Uchoa Cavalcanti, por trás da Estação Ponte D'Uchoa. Prometido como pedra fundamental do parque, o jardim deve incluir a construção de um pier flutuante, brinquedos infantis e mesas para piqueniques, além de um espaço que busca levantar a reflexão entre o baobá e a história da cultura africana.

Orçado em R$ 1,5 milhão, o jardim será financiado em uma parceria com o Hospital Português, dentro do programa de revitalização de áreas verdes da PCR, e deve ser concluído em seis meses. A implantação do equipamento só foi possível após uma pressão do município para que os imóveis daquela área recuassem os seus muros em relação à margem do rio, abrindo espaço para o jardim.

“Esse é um espaço importante do ponto de vista histórico porque aquele é o maior e mais velho Baobá do Recife. Simbolicamente, o jardim vai devolver à cidade um espaço que foi tomado pelo privado”, afirmou a secretária de Meio Ambiente do Recife, Cida Pedrosa. “A gente precisava muito mostrar para o povo do Recife, que fica angustiado achando que o Parque Capibaribe não vai sair do papel, que ele vai sair sim”, disse.

Ainda este ano, a prefeitura espera começar a implantar um trecho ainda maior do projeto, na área onde seria feito o projeto da nova Avenida Beira-Rio, nas Graças. Ao invés das quatro faixas de automóveis, a promessa é de implantar jardins, praças, brinquedos, uma varanda e até uma passarela de acesso ao rio, no trecho onde há um imóvel tombado. Uma ciclovia e uma pista para pedestres também está incluída no projeto. A Beira-Rio deve ficar restrita a apenas uma faixa, que deve funcionar como uma Zona 30, igual à do Bairro do Recife.



Esse percurso das Graças, que tem cerca de um quilômetro, está orçado em R$ 28 milhões e a expectativa é que a licitação saia nas próximas semanas.

Como a prefeitura já havia garantido R$ 56 milhões para realizar a intervenção da Beira-Rio, a ideia é que o restante do dinheiro seja utilizado para começar também o trecho do parque que ligará o Jardim do Baobá até o Parque da Jaqueira.

O município também está negociando com a Faculdade Maurício de Nassau o trecho que liga a Ponte da Capunga até a Rua das Pernambucanas. Originalmente parte da nova Beira-Rio, o traçado seria feito pela faculdade como uma ação mitigadora pela construção de um edifício-garagem. A negociação é no sentido de que a instituição troque a compensação pela ajuda na implantação do Parque Capibaribe.

A ideia é unificar os quatro trechos, fazendo a primeira etapa do parque ir da ponte até a Jaqueira.

Na sua totalidade, o Parque Capibaribe é um projeto de 30 quilômetros de extensão ligando a Várzea à Boa Vista cortando 21 bairros do Recife. A proposta original, desenvolvida por técnicos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), prevê a construção de 12 passarelas ligando as duas margens do rio, a instalação de mirantes para dar acesso ao curso d’água e a disposição de alamedas e ruas-parque ladeando o Capibaribe.




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