Jornal do Commercio
Planejamento

Pernambuco tem mapeamento digital de todo o seu território

Programa custou R$ 21,5 milhões e vai dar suporte a projetos de vários segmentos

Publicado em 21/12/2016, às 18h29

Programa Pernambuco Tridimensional foi lançado nesta quarta no Palácio do Governo / Ashley Melo/JC Imagem
Programa Pernambuco Tridimensional foi lançado nesta quarta no Palácio do Governo
Ashley Melo/JC Imagem
Cidades

Todo tipo de projeto, obra ou intervenção em que seja necessário o conhecimento do relevo de uma determinada área começa a contar com o suporte de um programa de mapeamento digital de todo o território pernambucano. O Pernambuco Tridimensional (PE3D) foi lançado nesta quarta pelo governador Paulo Câmara, no Palácio do Campo das Princesas, e está sendo disponibilizado gratuitamente na internet (www.pe3d.pe.gov.br) à medida que os dados recebem a certificação do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep).

Com investimentos de R$ 21,5 milhões do Bird, o programa foi iniciado em 2014, após as enchentes de 2010 que destruíram cidades da Mata Sul e do Agreste. O objetivo era ajudar na elaboração de projetos de barragens, de controle de cheias e sistema de prevenção e alerta de inundações para a bacia do rio Una. A princípio, foram mapeados 1.100 quilômetros de rios nas cidades atingidas.

“O então governador Eduardo Campos nos mandou procurar o Banco Mundial (Bird) para estender o programa para todo o Estado, pois ele se mostrou útil também ao desenvolvimento econômico, social e ambiental”, relata o secretário-executivo de Recursos Hídricos, Almir Cirilo. “Além do relevo, disponibilizamos também as estruturas (construções) que existem sobre ele. É uma ferramenta importante para planejamento de novos bairros; para empresários escolherem o melhor lugar para se instalar; para planejar redes de água, de esgoto, de drenagem, linhas de transmissão, sistemas de irrigação”.



Conforme o secretário, o Estado não precisa mais contratar estudos topográficos para nenhum projeto. E atualizações só devem ser necessárias a longo prazo.

Futuro

“A partir de experiências traumáticas, a gente conseguiu se superar e se preparar melhor para o futuro. Cada instituição vai ter que se apropriar dessa ferramenta para ganhar agilidade e segurança em seus planejamentos”, destacou Paulo Câmara.

O professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Roberto Quental, que atua na área de geotecnia, comemorou não precisar mais utilizar dados cartográficos sem qualidade ou comprar vôos caríssimos para obter os dados necessários. “Agora, é preciso valorizar o planejamento. Isso tem que chegar nas prefeituras, nos pensamentos dos políticos”, observou.




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