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Patrimônio

Iphan celebra 80 anos de fundação com seminário em Pernambuco

O encontro, organizado pelo Iphan, será realizado nesta segunda-feira (9) na Bienal Internacional do Livro, no Centro de Convenções em Olinda

Publicado em 09/10/2017, às 07h07

Forte Orange, na Ilha de Itamaracá, em proteção federal desde 1938 / Foto: Luiz Pessoa/JC Imagem
Forte Orange, na Ilha de Itamaracá, em proteção federal desde 1938
Foto: Luiz Pessoa/JC Imagem
Da Editoria Cidades

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) comemora 80 anos de fundação com seminário na 11ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Aberto ao público, o encontro será realizado a partir das 10h desta segunda-feira (09/10) no auditório Círculo das Ideias do Centro de Convenções, em Olinda.

“É só chegar e participar”, avisa o engenheiro do Iphan-PE Frederico Almeida. O seminário começa com apresentação do Coral Vozes de Pernambuco, da Assembleia Legislativa do Estado. Logo depois, às 10h30, haverá conferência do arquiteto José Luiz Mota Menezes e de Frederico Almeida sobre a trajetória do Iphan.

José Luiz vai falar sobre os primeiros anos de fundação do instituto e o engenheiro abordará o período mais recente. Das 11h15 às 12h15, o chefe do escritório técnico do Iphan em Olinda, Fernando Augusto Souza Lima, fará palestra sobre as casas de patrimônio de Pernambuco. Às 16h30 será exibido o documentário A casa de Mário.

Dirigido por Luiz Bargman, o documentário é sobre o sobrado onde viveu Mário de Andrade, na Rua Lopes Chaves (SP). Pioneiro da poesia moderna brasileira, Mário Raul Morais de Andrade nasceu em 9 de outubro de 1893 em São Paulo e morreu em 25 de fevereiro de 1945, na mesma cidade.

Órgão oficial de preservação do patrimônio cultural brasileiro, o Iphan foi criado em 13 de janeiro de 1937, pela Lei nº 378, por iniciativa do advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898-1969). O nome inicial era Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan).

“Naquela época, era um movimento mais voltado para a preservação do patrimônio material arquitetônico. Só com a Constituição de 1988 esse conceito é ampliado para abranger o patrimônio imaterial”, declara Frederico Almeida.



A proposta, diz ele, era construir uma identidade nacional a partir da catalogação de bens do período colonial. “No primeiro momento se buscava escolher, tombar e proteger exemplares significativos da arquitetura”, reforça o engenheiro. Entraram na lista os mais antigos e mais valiosos artisticamente.

TOMBAMENTO

Em Pernambuco, os primeiros prédios com proteção federal são a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes (Jaboatão), Igreja dos Santos Cosme e Damião (Igarassu), Igreja Conceição dos Militares, Igreja Matriz de Santo Antônio (Recife), Igreja e Mosteiro de São Bento, Igreja de Nossa Senhora da Graça (Olinda), todos os conventos franciscanos do Estado e o Forte Orange (Itamaracá).

De acordo com Frederico Almeida, o proprietário de um engenho de cana-de-açúcar do século 17 demoliu a edificação para evitar o tombamento pelo Iphan, em 1938. “O Engenho Megaípe, em Jaboatão dos Guararapes, era uma raridade da arquitetura, todo fortificado. Da construção, restam só imagens”, observa.

A cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, é a primeira a ser tombada em conjunto pelo Iphan, ainda em 1938. Olinda só teria esse reconhecimento, como conjunto, em 1962, informa Frederico Almeida.

Os 80 anos de fundação do instituto serão celebrados na cidade do Rio de Janeiro, de 23 a 29 de outubro. Dia 24 haverá a entrega do prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, que tem o Porto Digital entre os vencedores.




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