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LARVAS

Criança recebe alta após ser internada com larvas na cabeça no Recife

A situação da criança e da família já vinha sendo acompanhada há cerca de 2 anos pelo conselho tutelar

Publicado em 24/10/2017, às 10h15

A menina já recebeu alta mas permanece no hospital aguardando um oficial de justiça para levá-la até uma casa de acolhida / Foto: Acervo JC Imagem
A menina já recebeu alta mas permanece no hospital aguardando um oficial de justiça para levá-la até uma casa de acolhida
Foto: Acervo JC Imagem
JC Online

Após o caso da menina de 2 anos internada em Olinda com larvas na cabeça, outro caso semelhante veio à tona. Desta vez, uma menina de 9 anos foi internada no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), na última semana, com os mesmos sintomas. Segundo o conselheiro tutelar Talles Pitter, a situação da família já vinha sendo acompanhada pela Justiça há cerca de dois anos.

"Havia um histórico de mendicância, de abandono intelectual e nós não estávamos mais conseguindo ter acesso a esta família. Recebemos uma denúncia, fomos até a casa da família na ilha de Joana Bezerra, área central do Recife e lá soubemos que a mãe estava com a menina no Imip. No hospital, constatamos a veracidade da informação e soubemos que a criança apresentava um caso de Milíase - larvas no couro cabeludo", conta o conselheiro.

"Devido a todo o histórico, achamos melhor encaminhar o caso ao Ministério Público e ao poder Judiciário. Um mandado de busca e apreensão da criança deve ser expedido e cumprido ainda nesta segunda", continua. Ainda segundo Pitter, a menina está bem e  recebeu alta na manhã desta terça-feira (24), mas permanece no hospital aguardando um oficial de justiça para levá-la até uma casa de acolhida.



A irmã dela, uma adolescente de 12 anos, também será afastada da mãe. "Ainda há uma questão que a mulher que acompanha a menina de 9 anos no Imip pode não ser a mãe da criança, pois esta não apresenta o nome da mulher no registro", finaliza o conselheiro.

Penalidade

Devido ao histórico da família, a possibilidade das meninas irem para a companhia do pai foi descartada pelo Conselho Tutelar. A mulher pode receber advertências ou até perder a guarda das duas meninas.


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Comentários

Por Andrea,24/10/2017

Tomara que a justiça mande estas crianças para um abrigo. Estarão mais seguras do que com a própria "mãe", que deveria responder na justiça pelo abandono..



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