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Mobilidade

Calçada da Rua do Príncipe entra em obras a partir de maio

Trecho do passeio será alargado em mais de seis metros, para dar mais segurança e conforto a pedestres

Publicado em 18/04/2018, às 06h59

Além de alargada, calçada terá piso substituído e ganhará área de convivência / Diego Nigro/JC Imagem
Além de alargada, calçada terá piso substituído e ganhará área de convivência
Diego Nigro/JC Imagem
Margarette Andrea

A Rua do Príncipe, no bairro da Boa Vista, será utilizada como projeto-piloto para implantação das diretrizes urbanísticas tratadas no Plano Centro Cidadão, que prevê uma ocupação mais humanizada da cidade e vem sendo desenvolvido por meio de um convênio entre o município e a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). As obras começam em maio e incluem o alargamento da calçada onde param os ônibus, que chegará a 8,60 metros em frente ao Liceu Nóbrega, cujo muro recuará cinco metros e será substituído por um gradil, melhorando a difícil mobilidade de pedestres na área, onde se deparam com pouco espaço e muitos buracos.

Além da parte de área privada cedida pela Unicap (com 390 metros de extensão), a calçada também vai avançar 1,2 metro no leito da via, em toda a sua extensão (796 metros), adequando-se às normas de acessibilidade. Hoje, o passeio varia de 1,2 metro a 1,7 metro de largura e chegará a 8,6 metros. Com isso, será possível não só deixar mais espaço para os pedestres, como criar uma área de convivência, com bancos, piso ecológico e paisagismo.

“Esse espaço está dentro do conceito de que rua não é lugar só de passagem, mas também de se parar para um encontro”, destaca a coordenadora do Plano Centro Cidadão e diretora do Centro de Ciência e Tecnologia (CCT) da Unicap, Andrea Câmara. “E na condição de valorizar os pedestres, a parada de ônibus atual será substituída por duas duplas e seletivas, pois é grande a quantidade de pessoas que utilizam o transporte público ali”. Pela via passam 23 linhas de ônibus, que transportam cerca de 75,3 mil passageiros, diariamente.

CONFORTO

“Os pedestres vão ter um conforto que hoje não possuem e não precisarão ficar pulando as raízes das árvores, pois elas terão canteiros. Também haverá iluminação específica para a calçada, o local é muito movimentado à noite, pois há todo um polo de educação na área que será atendido pela requalificação”, observa a a diretora de Planejamento e Projetos da Autarquia de Urbanização do Recife (URB), Rúbia Campelo. “É uma intervenção que deve incentivar outras iniciativas como a da Unicap de ceder uma área privada em benefício do coletivo”.

Apesar do conceito de humanização do projeto, ainda não houve negociação com os proprietários dos cinco quiosques que funcionam na calçada. Segundo a assessoria da URB, eles serão realocados para junto do Liceu. “Ainda não nos disseram como vai ficar nossa situação, mas acredito que se o muro vai recuar vamos ficar por aqui. Meu pai está no local há 38 anos”, diz o comerciante Anderson Oliveira Silva, 37. A obra está orçada em R$ 1.642.077,87 e deve ser executada em cinco meses, das 22h às 5h.

Conforme a professora Andréa Câmara, o Plano Centro Cidadão deve ficar pronto em setembro. Ele vai nortear as alterações nas legislações urbanísticas da capital, como as revisões do Plano Diretor, da Lei do Uso e Ocupação do Solo e de normativas específicas para áreas de grande interesse, como o chamado “Quadrilátero de Santo Amaro”, entre as Avenidas Cruz Cabugá, Mário Melo, Avenida Norte e Rua da Aurora, que vem passando por grande transformações urbanísticas. “Na Rua do Lazer, por exemplo, prevemos o ordenamento dos quiosques, elevação do pavimento e retirada dos muros, mas tudo depende de recursos”, diz a arquiteta.



CALÇADAS

A intervenção na Rua do Príncipe foi inserida em um projeto mais amplo, de requalificação dos passeios públicos do Recife, iniciado em agosto de 2016 e previsto para ser concluído até 2020. São 56,3 mil metros quadrados de passeio em 12 largos mais 134 quilômetros de calçadas. O serviço foi dividido em dez lotes, dois deles em execução e um em processo de licitação. Segundo a URB, a perspectiva é que todos sejam licitados este ano. O investimento previsto é de R$ 105,3 milhões, sendo a maior parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com contrapartida do município.

No mesmo lote em que está a Rua do Príncipe se encontram a Avenida João de Barros (Boa Vista), Avenida Rui Barbosa e Rua Amélia (Graças). O outro lote em execução inclui as Ruas Barão de Souza Leão (Boa Viagem), Maria Irene (Jordão), Arquiteto Luiz Nunes (Imbiribeira), Augusto Calheiros (Afogados), Avenida do Forte e Carlos Gomes (Cordeiro).

“O objetivo é dar melhor condição ao pedestre. Em alguns locais estamos negociando a utilização de área privada ou pública, como na Avenida Rui Barbosa, em que vamos ampliar a largura da calçada”, declara Rúbia Campelo. “Mais de 60% da população do Recife usa transporte público ou se locomove a pé para casa, trabalho ou escola e faculdade, então temos que priorizar o caminhar e a conexão com o transporte”.

Na Avenida Oliveira Lima, na Soledade, área central, estão previstos o nivelamento da rua com a calçada, proibição do estacionamento dos carros nos trechos em que as árvores ocupam espaço dos pedestres e implantação de balizadores (barras de ferro) para delimitar o novo percurso.

Os contratos incluem corredores viários de todas as Regiões Políticas Administrativas (RPA’s) e a pavimentação dos passeios é executada com materiais antiderrapantes, pisos podotáteis, sinalizadores e direcionais. Além da recuperação do piso, são realizadas soluções com rampas de acessibilidade, percursos legíveis, preservação dos passeios históricos, paisagismo, sinalização e até remoção de obstáculos.




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