Jornal do Commercio
GUINESS BOOK

Empresário deixa o Recife para viajar o mundo e quebrar recorde

Anderson Dias irá percorrer 196 países em menos de um ano e meio, para entrar para o Guiness Book

Publicado em 16/05/2018, às 10h29

O baiano, criado em Caruaru, precisou vender tudo o que tinha para comprar as passagens / Foto: Felipe Ribeiro/ JC Imagem
O baiano, criado em Caruaru, precisou vender tudo o que tinha para comprar as passagens
Foto: Felipe Ribeiro/ JC Imagem
Editoria de Cidades

Um ano, cinco meses e quinze dias. Esse é o tempo que o empresário Anderson Dias, 24 anos, levará para visitar 196 países do mundo inteiro. Mas não se trata apenas de um passeio. O baiano, criado desde pequeno em Caruaru, no Agreste pernambucano, quer trazer para casa um recorde mundial. A viagem já foi comunicada ao Guiness Book, o Livro dos Recordes. Atualmente, o feito é de uma americana que viajou por 196 países em 18 meses e 26 dias.

Para se tornar o humano mais rápido a rodar o mundo, o empresário teve que vender tudo o que tinha. “O custo estimado da viagem é de R$ 600 mil. Tenho R$ 100 mil, só para as passagens, que é o mais importante. Para o resto, estou apostando em patrocínio”, explica Anderson. Ele deixa o Brasil no dia 28 de maio e só deve retornar em 15 de novembro de 2019. Os primeiros destinos são Argentina e Paraguai. Em seguida, estarão na trajetória os demais países da América do Sul, o Caribe, a América do Norte e a Europa.

Para ser registrada no Livro dos Recordes, a empreitada precisa seguir algumas normas. Primeiro, é necessário avaliar se a missão é viável, o que já está em análise pelo Guinness Book. Depois, são enviadas as regras, como não usar nenhum meio de transporte particular, documentar tíquetes de trem e metrô e ter duas testemunhas em cada país por onde o aventureiro passar. “Quero incentivar outras pessoas a seguirem seus sonhos”, conta.



DIFICULDADES

Os desafios são muitos, mas, para Anderson, a rotina nunca foi fácil. Em Caruaru, sempre levou uma vida simples. Aos 17 anos, passou no vestibular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para o curso de economia e veio tentar a vida no Recife com R$ 300 no bolso. “Minha família não tinha como me bancar e eu não conseguia trabalho por ser menor de idade. Então, comecei a vender livros nas comunidades e nos ônibus. Na primeira semana, lucrei R$ 1 mil. Dos livros, passei a vender perfumes e cursos de informática, além de capinhas de celular”. O esforço foi tamanho que ele conseguiu realizar o sonho de fazer um intercâmbio para a Europa, em 2014. Foram mais de dez países visitados em seis meses.

De volta ao Recife, viu na chance de vender capinhas para celular um recomeço. Acabou abrindo uma empresa de acessórios para telefones. Mas a vontade de conhecer o mundo nunca o abandonou. Foi quando decidiu que quebraria o recorde mundial. “A vida não é só trabalho e meu sonho não é ser rico. A gente não tem que viver como a sociedade impõe. Tem que viver buscando ser feliz.” Anderson quer ainda registrar a viagem em um documentário. A ideia é contar 196 sonhos de uma pessoa de cada país, na língua nativa.


Palavras-chave


Comentários

Por Ribamar,16/05/2018

Parabéns Anderson! Sua historia merece aplausos. Mais do que um sonho, a determinação,a disciplina e foco foram fundamentais pra suas conquistas.



Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Papai Noel o ano inteiro Papai Noel o ano inteiro
As luzes na cidade anunciam que o Natal já chegou. É nesta época do ano que o espírito natalino faz aflorar alguns dos sentimentos mais nobres. Agora iremos contar histórias de pessoas, organizações e empresas que fizeram da solidariedade missão de vida
Vida fit todo dia Vida fit todo dia
Apesar de a abertura do Verão no Brasil só acontecer em dezembro, no Nordeste há uma antecipação da data. Por esse motivo, que tal aproveitar esses meses de energia para cultivar bons hábitos e mudar o estilo de vida? Veja várias dicas de como se cuidar
BRT: E agora? BRT: E agora?
Ele está ferido, sofrido. Esquecido. E sem perspectivas de melhoria. Tem sobrevivido como é possível e, apenas pontualmente, esboça reações positivas. O sistema BRT, Bus Rapid Transit, tem sofrido de inanição em todo o País. E poderá se perder.

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2018 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM