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Tubarões: Bombeiros reforçam fiscalização em praias do Grande Recife

Quatro postos de observação dos bombeiros, em Boa Viagem e Piedade, tiveram o horário ampliado por causa dos ataques de tubarões

Publicado em 10/06/2018, às 14h35

O reforço da fiscalização dos bombeiros será aos sábados, domingos e segundas-feiras / Foto: Leo Motta/JC Imagem
O reforço da fiscalização dos bombeiros será aos sábados, domingos e segundas-feiras
Foto: Leo Motta/JC Imagem
Da Editoria Cidades

Dois postos de observação do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco que estavam desativados nas Praias do Pina e de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, voltaram a funcionar nesse fim de semana (9 e 10 de junho) numa tentativa de evitar incidentes envolvendo tubarões e banhistas. Um dos pontos fica no Segundo Jardim (Pina) e o outro em frente ao Edifício Castelinho (Boa Viagem). Com isso, os bombeiros passam a atuar em 15 trechos do litoral pernambucano, de Barra de Jangada (Jaboatão dos Guararapes) até Olinda.

Nas áreas onde há maior incidência de ataque de tubarões os postos funcionam com horário estendido aos sábados, domingos e segundas-feiras. É o caso dos pontos de observação da Igreja de Piedade (Jaboatão dos Guararapes), Castelinho, Acaiaca e Segundo Jardim (todos em Boa Viagem), que ficarão de prontidão por mais uma hora, até as 18h. Nos demais, o horário continua das 7h às 17h. Dos 65 casos registrados em Pernambuco, de 1992 a 2018, 27 ocorreram nesses locais.

As equipes, duas em cada posto, utilizam quadriciclos para fiscalizar a praia e embarcações para retirar banhistas da água. “Hoje pela manhã (domingo, 10 de junho) ninguém entrou no mar aqui em Piedade. As pessoas só molham os pés. Isso sempre acontece logo após um ataque, depois elas relaxam e voltam a entrar na água. Por isso a importância da educação de forma contínua”, declara o chefe da Divisão de Operações do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros Militar (GBMar), major Fábio Gomes.

Domingo passado (03/06), o jovem José Ernesto Ferreira da Silva, 18 anos, foi atacado por um tubarão nas proximidades da Igreja de Piedade, não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital da Restauração, no Derby, área central do Recife. Em abril último, o potiguar Pablo Diego Inácio de Melo, 34, perdeu uma mão e uma perna depois de ter sido atacado por um tubarão no mesmo trecho do litoral.



Os bombeiros, informa major Fábio Gomes, estão fazendo o levantamento das placas quebradas, indicativas das áreas vulneráveis a ataque de tubarões, para iniciar a reposição. São 110 placas de Olinda ao Paiva, no Cabo de Santo Agostinho. “Muitas são destruídas por barraqueiros e vândalos”, ressalta. O GBMar também está reforçando o Projeto Comunidade Segura, com orientações repassadas em palestras nas escolas e Centros Sociais Urbanos.

BANHISTAS

“Acho importante o trabalho dos bombeiros na praia, agora mesmo vi um deles dando orientações a um banhista”, diz a estudante Poliana Lopes, ao sair da Praia de Boa Viagem, no trecho do Edifício Castelinho, na manhã deste domingo (10) Ela disse que entra na água quando a maré está seca. “Medo de tubarões eu tenho, mas fico mesmo preocupada quando há notícias dos ataques, depois a gente esquece”, declara a jovem.

Em Piedade, perto da igreja, a babá Carla Míriam Timóteo alugou uma piscina por R$ 20 (preço da diária), montada na areia, para refrescar a filha de 4 anos. “É muito mais seguro do que entrar na água. O preço vale a pena, não vou botar minha filha em risco. Venho à praia direto, mas há muito tempo não entro nesse mar por causa de tubarões. Fico na cadeira me bronzeando e tomo banho no chuveiro”, afirma.


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