Jornal do Commercio
Investigações

Polícia faz nova perícia no condomínio de Aldeia onde médico foi morto

Cardiologista teve partes do corpo encontrada dentro de cacimba de sua casa, no dia 4

Publicado em 09/07/2018, às 19h59

Médico morava em Aldeia com a mulher e dois filhos / Leo Mota/JC Imagem
Médico morava em Aldeia com a mulher e dois filhos
Leo Mota/JC Imagem
Cidades

Peritos do Instituto de Criminalística junto com bombeiros e policiais civis passaram a tarde desta segunda no luxuoso Condomínio Torquato de Castro, na Estrada de Aldeia, em Camaragibe, onde restos mortais do cardiologista Denirson Paes da Silva, 54 anos, foram retirados de uma cacimba de 25 metros de profundidade, no dia 4 passado. A assessoria da Polícia Civil limitou-se a dizer que a equipe tenta esclarecer alguns pontos da investigação e buscar mais partes do corpo. A esposa e o filho mais velho da vítima estão presos, sob acusação de terem cometido os crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O advogado Alexandre Oliveira, que defende a farmacêutica Jussara Paes, 54, e o engenheiro Danilo Paes, 23, afirma que também solicitará perícia particular, uma vez que seus clientes alegam inocência. "Ela continua afirmando que para ela foi um susto, o marido dela estava desaparecido", informa o advogado. Já Danilo alega que as manchas de sangue encontradas em três banheiros e num corredor eram da menstruação da namorada, com quem tinha mantido relações sexuais.

Alexandre Oliveira ainda não entrou com pedido de habeas corpus, pois afirma que precisa juntar documentos dos autos de prisão. “A delegada pede a prisão temporária fundamentando que, se soltos, eles iriam atrapalhar a investigação criminal. Só que desde o início eles colaboraram, em nenhum momento eles dificultaram o trabalho da polícia. Quero ver se alguém fala isso", alega.



ENTERRO

O enterro dos restos mortais de Denirson só será liberado após a conclusão de exames periciais. Em entrevista à TV Jornal, o pai dele, Francisco Ferreira da Silva, de 79 anos, que mora na cidade de Campo Alegre, no interior da Bahia, disse que pretende sepultá-lo na sua cidade natal. "Recife para ele acabou. Não tem mais nada. E aqui é o pai, o tio e irmãos. Todo mundo aqui da cidade que gosta dele".

O médico teve o corpo esquartejado, carbonizado e lançado na cacimba de sua casa. Ele teria desaparecido no dia 31 de maio, mas a queixa só foi feita por sua mulher na Delegacia de Camaragibe no dia 20 de junho, sob alegação de que ele estaria viajando, mas não voltou na data prevista. A polícia constatou que ele viajaria com a esposa e cancelou a viagem no dia 30 de maio.





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