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Violência

PM nega ter sido acuada em Surubim

Subcomandante do 22º BPM diz que não-reação foi estratégica para proteger reféns

Publicado em 11/07/2018, às 07h10

Na fuga, assaltantes ainda incendiaram um segundo veículos às margens da PE-090 / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Na fuga, assaltantes ainda incendiaram um segundo veículos às margens da PE-090
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Roberta Soares

A polícia não foi acuada pela quadrilha fortemente preparada e armada que dominou a cidade de Surubim por quase 1h30 na madrugada desta terça-feira. A reação da Polícia Militar não aconteceu por estratégia. Não fo

i falta de efetivo ou armamento. Foi cuidado em preservar a vida dos reféns feitos pelos assaltantes de bancos. Esses são os argumentos apresentados pelo subcomandante do 22º Batalhão da PM, major Emanoel Soares, a quem coube a responsabilidade de dar algum tipo de satisfação à sociedade e à imprensa diante do cenário de pânico criado no município. Para ele, o fato de o município ter cinco agências bancárias numa mesma rua, praticamente lado a lado, foi o grande atrativo para a investida.

“Não reagimos à altura dos assaltantes porque eles estavam com reféns. A nossa prioridade era a vida das pessoas. Não podíamos correr o risco de ver uma daquelas pessoas ser morta durante um confronto. Pelos relatos que temos, os assaltantes eram violentos e chegaram a fugir levando alguns dos reféns. Além dos homens que estavam no quartel, tínhamos três equipes fazendo a ronda na cidade e que foram para o local, mas não entraram em confronto para evitar mortes”, afirmou Emanoel Soares. Embora a Secretaria de Defesa Social (SDS) tenha se negado a informar qual a quantidade de homens, armamento e de veículos existente em Surubim, para o major o poder de fogo da polícia era suficiente para enfrentar a quadrilha se assim quisessem.



Não reagimos à altura dos assaltantes porque eles estavam com reféns. A nossa prioridade era a vida das pessoas. Não podíamos correr o risco de ver uma daquelas pessoas ser morta durante um confronto", major Emanoel Soares

Segundo Emanoel Soares, o reforço de policiais foi acionado e chegou rapidamente à cidade, assim que a investida dos assaltantes começou. “Foram mais de 30 policiais que chegaram a Surubim, vindos das cidades vizinhas, principalmente da 6ª Companhia Independente de Limoeiro, do 24º Batalhão de Santa Cruz do Capibaribe e do Bepi (Batalhão Especial de Polícia do Interior). Mas não tínhamos como revidar por causa dos reféns”, disse. Sobre o fato de a PM ter ficado encurralada no próprio batalhão, o militar argumentou que o objetivo do efetivo que estava na unidade era evitar que a quadrilha invadisse o prédio. “Temos armas e munição guardadas que não poderiam cair nas mãos dos assaltantes. Por isso nos preocupamos em impedir que entrassem”, afirmou.

AÇÃO ESPERADA

Apesar da convicção do subcomandante do 22º BPM, a população diz que a investida contra a rua dos bancos em Surubim era algo esperado. Moradores ouvidos pela reportagem disseram que, diante dos inúmeros assaltos que têm acontecido nos últimos meses nas cidades menores da região, as pessoas passaram a utilizar cada vez mais a estrutura bancária do município-polo, levando dinheiro para a cidade.


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Comentários

Por Bellevio,13/07/2018

É mais fácil acreditar que papai noel mora no polo norte e vem trazer presente para todas as criancinhas no dia 24/12, vindo com duende , trenó e os alcinhos. Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah

Por Marco Polo,11/07/2018

Haroldo, você disse que eles não ficaram acuados, evitaram os assaltos e capturaram os criminosos, de que assalto você está falando? Do que ocorreu na madrugada de terça-feira? Acho que não!

Por Bárbara Raquel,11/07/2018

É difícil admitir, mas perdemos contra a guerra da criminalidade, faz tempo. A falta de honestidade e comprometimento dos políticos em atender necessidades básicas da população, como: educação de qualidade, segurança, saúde, etc. Acarreta em tudo isso, gera uma profunda desigualdade social. São cerca de 7,5 milhões de brasileiros vivendo em situações precárias de extrema pobreza. Além disso tudo, vivemos em sociedade imoral, onde os valores foram desvanecendo, onde visam unicamente o bem pessoal, para quê se preocupar se prejudicará o entorno? O importante mesmo é sair ganhando!

Por haroldo,11/07/2018

Acuados nada! Resistiram bravamente, impediram os assaltos e prenderam todos os bandidos.

Por Joao Bomba,11/07/2018

CLARO QUE NÃO TEMOS ESTRUTURA E NEM ESTRATEGIAS PARA ENFRENTAR ESSAS FACÇÕES MULTIDISCIPLINARES, FIQUEI REFLETINDO SOBRE O PRONUNCIAMENTO DO COMANDO DA PMPE, ONDE ELES RELATAM A EXISTÊNCIA DE REFÉNS... NUMA CIDADE DO INTERIOR ALTAS HORAS DA MADRUGADA O PESSOAL CONSEGUIR FAZER TANTOS REFÉNS ASSIM E COMO ELES CONSEGUIRAM IDENTIFICAR QUEM ERA BANDIDO OU QUEM ERA REFÉM... É DIFÍCIL ADMITIR MAS FAZ TEMPO QUE ESTAMOS PERDENDO A GUERRA CONTRA A CRIMINALIDADE... PRINCIPALMENTE EM ANO DE ELEIÇÃO...



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