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CALAMIDADE

MPPE estabelece prazo para hospitais da RMR receberem 500 novas macas

A situação de calamidade das emergências foi alvo de várias denúncias ao Ministério. A Secretaria de Saúde tem 20 dias para a compra dos equipamentos

Publicado em 18/07/2018, às 16h56

A construção de novos leitos também é uma das exigências do Ministério Público / Foto: Reprodução/NE10
A construção de novos leitos também é uma das exigências do Ministério Público
Foto: Reprodução/NE10
JC Online

Retenção de macas, falta de leitos e superlotação. Este é o retrato das principais unidades de saúde da Região Metropolitana do Recife. Após inúmeras denúncias, foi necessário o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abrir um inquérito para exigir organização da situação dos hospitais da Restauração (HR), Getúlio Vargas (HGV) e Otávio de Freitas (HOF). Foi estabelecido um prazo de 20 dias para que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) relate ao MPPE a conclusão de compra de mais de 500 macas e faça a distribuição entre os hospitais.

A denúncia, feita pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), conta que as ambulâncias do Samu e do Corpo de Bombeiros não estavam funcionando por falta de macas. O equipamentos estariam ficavam retidos nas emergências públicas, que sofrem com a falta de estrutura para receber o paciente.

A promotora do MPPE Helena Capela revela que durante os últimos 15 dias o serviço prestado pelo Samu e Corpo de Bombeiros voltou a ser prejudicado por falta de macas. Há seis meses foi feita a primeira queixa e notificação ao Governo do Estado sobre a retenção das macas das ambulâncias. A situação foi normalizada, mas as unidades enfrentaram uma nova superlotação no início deste mês de julho, o que agravou a qualidade do serviço.

A SES informou, por meio de nota, que tem mantido o diálogo com o MPPE sobre a questão de aquisição das macas para as unidades de saúde do Estado. "Como acordado em reunião com o MPPE, a SES está finalizando a lista das unidades que serão contempladas com os equipamentos e seus respectivos quantitativos. A SES também está trabalhando para finalizar o processo de compra das 500 macas", relata a assessoria da secretaria. 

“Na sexta-feira (13) houve uma audiência com a presença do Samu, Bombeiros, Cremepe, membros da direção dos hospitais citados na denúncia e representantes da Secretaria de Saúde do Estado, onde foi esclarecido pela administração que já há uma licitação em curso para a compra de mais de 500 novas macas. Com isso os hospitais não sofrerão com a falta deste equipamento”, conta a promotora.



Nos últimos dois anos, o Governo adquiriu mais de 230 macas, distribuídas entre as unidades de saúde.

Falta de leitos causa superlotação nas emergências

Por outro lado, ainda faltam leitos para atender aos pacientes que chegam até as unidades. “O problema maior não é a falta de maca, o problema é a falta de leito, que não têm nos hospitais”, lamenta Helena Capela. Durante a audiência, a direção do HGV prometeu que, até o final de agosto serão abertos 20 leitos de emergência, e até dezembro mais 40 novos leitos.

O Hospital da Restauração fez a compra independente de 55 macas, para tentar amenizar a situação de calamidade nas emergências. No Otávio de Freitas, a administração conseguiu, via emenda parlamentar, a verba para a compra de 62 macas.

O Governo conta que "em relação ao Hospital Getúlio Vargas, está sendo finalizada a obra de reforma e ampliação da emergência da unidade, que passará de 50 para 100 leitos, com o intuito de trazer mais conforto para pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde que atuam no hospital".

“Dois dias depois da audiência o Samu informou que o atendimento regularizou”, comenta a promotora Helena. “Com a compra de novas macas e construção de novos leitos a situação ficará normalizada”, pontua.





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