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Ciclistas comemoram ciclofaixa no Bongi, mas cobram manutenção em outras rotas

Nova ciclofaixa foi inaugurada segunda-feira (20). Tem 2,6 km de extensão e liga os bairros do Prado, Bongi e San Martin

Publicado em 21/08/2018, às 09h32

Nova ciclofaixa, com 2,6 km  de extensão, começa na Rua Carlos Gomes (foto) e acaba na Rua Cônsul Vilares Fragoso / Foto: Guga Matos /  JC Imagem
Nova ciclofaixa, com 2,6 km de extensão, começa na Rua Carlos Gomes (foto) e acaba na Rua Cônsul Vilares Fragoso
Foto: Guga Matos / JC Imagem
da editoria de Cidades

Ciclistas que circulam pela Zona Oeste do Recife comemoram a nova Ciclofaixa Estrada do Bongi, que liga os bairros do Prado, Bongi e San Martin, e inaugurada ontem pela prefeitura. Mas ao mesmo tempo cobram da gestão municipal a manutenção de outras rotas e a ampliação da malha cicloviária da capital pernambucana. Com o novo trecho, a cidade passa a dispor, segundo a prefeitura, de 52 quilômetros de vias com espaços destinados aos usuários de bicicletas. De acordo com o Plano Diretor Cicloviário, concluído em 2014 pelo governo estadual, o Recife deve ter 178,3 quilômetros exclusivos para ciclistas até 2024.

A nova ciclofaixa – com 2,6 quilômetros de extensão – começa na Rua Carlos Gomes (em frente ao Baile Perfumado, antigo Cavalo Dourado), segue pela Estrada do Bongi, Rua Pedro Américo, Rua Isaac Markman, Rua Itapemirim e termina na Rua Cônsul Vilares Fragoso. Com exceção dessas duas últimas vias, as demais estão com tachões para separar carros de bicicletas.

Na Itapemirim não existia, até o fim da manhã de ontem, qualquer sinalização remetendo à ciclorrota. A Cônsul Vilares Fragoso é mão dupla, com uma faixa para cada sentido. Nela constavam apenas desenhos de bicicletas pintados no asfalto. “Acho ótimo haver ciclofaixa. Mas só pintar a rua não adianta muito. Dificilmente um motorista vai respeitar a gente por causa disso”, diz a dona de casa Edilene Ângela Melo, 34 anos.

A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) informa que a Ciclofaixa Estrada do Bongi está em fase final de sinalização e que até o próximo domingo estará totalmente implantada. No primeiro dia de operação do novo equipamento, agentes de trânsito orientaram motoristas, ciclistas e pedestres sobre as mudanças. Na maior parte do percurso, a velocidade regulamentada é de 40 km/h.



SEM CONEXÃO

A nova ciclofaixa deveria se conectar com outra, a Tiradentes, que tem 5,6 quilômetros de extensão e passa pelos bairros de Torrões, San Martin e Afogados. Mas na prática isso não acontece. A Comendador Franco Ferreira, uma das vias da Tiradentes, é perpendicular à Cônsul Vilares Fragoso. Nessa rua há estacionamento nos dois lados, dificultando a passagem dos ciclistas. Na continuação da rota, na Rua 21 de Abril, poucas placas indicam que ali há uma ciclorrota. No asfalto nada remete ao uso compartilhado entre carros e magrelas.

“Moro na Joana Bezerra e circulo muito pelo Recife de bicicleta. Não só a 21 de Abril deveria ter trechos destinados a ciclistas. Não entendo por que uma avenida como a Agamenon Magalhães não tem ciclofaixa”, questiona a autônoma Selma da Silva, 46. Em outro trecho, na Avenida do Forte, a queixa é a pintura apagada no asfalto.

Outros problemas são os buracos. A reportagem do JC encontrou cinco ontem: dois exatamente na linha da ciclofaixa Arquiteto Luiz Nunes que passa pela Lagoa do Araçá, na Imbiribeira, dois na Rua Professor Joaquim Xavier de Brito, no Cordeiro (ciclofaixa Inácio Monteiro), e outro na Rua Antônio Curado, no Engenho do Meio.

A CTTU assegura que realiza manutenção na malha cicloviária com a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb). O órgão prometeu que até o fim do ano toda a rede cicloviária passará por intervenções.




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