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Luto

Morre Cabela, um dos fundadores da troça Ceroula de Olinda

O velório acontece a partir das 11h no cemitério Morada da Paz, em Paulista

Publicado em 15/12/2018, às 09h57

Antônio Aurélio Sales, mais conhecido como Cabela, foi um dos fundadores da troça Ceroula de Olinda / Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Antônio Aurélio Sales, mais conhecido como Cabela, foi um dos fundadores da troça Ceroula de Olinda
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
JC Online

Antônio Aurélio Sales, mais conhecido como Cabela, um dos fundadores da Troça Carnavalesca Ceroula de Olinda, morreu na noite dessa sexta-feira (14), aos 79 anos. Cabela estava internado no Hospital Miguel Arraes após sofrer uma queda, na última segunda-feira (10) e ter fraturado o fêmur. O velório acontece a partir das 12h, no Cemitério Morada da Paz, que fica na cidade de Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR). O enterro ocorre no mesmo local, às 17h.

"Informamos com pesar o falecimento do nosso Cabela, fundador da nossa querida Ceroula de Olinda. Sua morte nos deixou muito surpresos, mas esperamos que ele possa estar em um lugar melhor. Aos que desejarem prestar as últimas homenagens, comunicamos que o velório será feito hoje, a partir das 11h", diz a nota publicada na página do Facebook da agremiação. Cabela criou a Ceroula em 1962, juntamente com outros quatro amigos. Há cinco décadas, ele morava na mesma casa, na Rua 15 de Novembro, em Olinda.



Antônio Sales foi um dos personagens da série Carnavais Saudosos, publicada pelo Jornal do Commercio em janeiro deste ano. À época, Cabela falou sobre a emoção de ser homenageado pelo bloco todos os anos, momento que ele acompanhava da janela de sua casa. "Tem que segurar o coração. Se eu ficar na rua, a turma me carrega. Já aconteceu isso, não aguento mais esse embalo não. A turma quer me levar. Deixe eu na janela mesmo", comentou, em entrevista à repórter Larissa Rodrigues.

Criação da troça

"Eu e mais quatro colegas resolvemos fazer uma brincadeira diferente e criar uma troça. Existia a turma do pijama. A gente queria fazer um negócio parecido, mas naquela época era proibido, a censura. Aí a gente, ao invés de fazer 'cueca', fizemos Ceroula. Essa brincadeira surgiu assim, entre eu e mais quatro colegas. Fizemos uma brincadeira para a gente se divertir, para namorar. A gente não esperava que fosse chegar a esse ponto", contou Cabela em janeiro deste ano. Em 2019, a troça Ceroula de Olinda completa 57 anos.

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