Jornal do Commercio
DECRETO MUNICIPAL

''Acho que isso não vai dar certo'', diz líder dos carroceiros sobre a Lei de Tração Animal

De acordo com Marcos Batista, além dos carroceiros existem outras pessoas que dependem dos cavalos para sobreviverem

Publicado em 11/02/2019, às 21h44

O líder da categoria informou que não há previsão de um novo protesto no Recife / Foto: Sérgio Bernardo /Acervo JC Imagem
O líder da categoria informou que não há previsão de um novo protesto no Recife
Foto: Sérgio Bernardo /Acervo JC Imagem
JC Online

Após a Prefeitura do Recife publicar o decreto que regulamenta a Lei de Tração Animal no município, a equipe do JC entrou em contato com o líder dos carroceiros no Recife, Marcos Batista, para saber a posição da categoria em relação a regulamentação. Na opinião dele, a medida não vai dar certo porque é preciso disponibilizar trabalho e capacitação para várias pessoas, que deixariam de usar a carroça como meio de sustento.

"Eu acho que isso não vai dar certo. Tem muito tempo pela frente ainda, mas como a prefeitura vai disponibilizar trabalho para todo mundo?", questionou o líder da categoria. "Não são apenas os carroceiros que dependem dos cavalos para sobreviver, tem também as esposas e os filhos", completou.

De acordo com a Lei Municipal n° 17.918, a circulação dos veículos de tração animal será proibida gradualmente em um período de dois anos. Durante esse tempo, as carroças só poderão circular em ruas com menor fluxo de veículos e em determinados horários. Caso haja descumprimento da lei, a pessoa pode ter o animal e a carroça apreendidos, sendo readquiridos apenas o pagamento de uma multa de R$ 500.



Batista informou que apesar do decreto ter sido publicado, a categoria não pensa em realizar um novo protesto, mas sim se reunir com a prefeitura para saber como irão garantir trabalho para a categoria.

Capacitação

De acordo com a Prefeitura do Recife, serão fornecidos cursos educacionais e profissionalizantes para que os carroceiros sejam inseridos no mercado de trabalho.


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