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REFORÇO NAS DOAÇÕES

Para além da RMR, Pró-Criança busca doações para ajudar ONGs no interior

A instituição está em busca de ONGs para capacitar e dar suporte. Para replicar ações no interior, orçamento anual deve ser dobrado

Publicado em 19/05/2019, às 12h15

Só no ano passado, nas três sedes, a entidade atendeu mais de 2.600 pessoas e 1.400 famílias / Foto: Leo Motta/ JC Imagem
Só no ano passado, nas três sedes, a entidade atendeu mais de 2.600 pessoas e 1.400 famílias
Foto: Leo Motta/ JC Imagem
Cidades

Luciana, Paulo e Micaella. Pessoas diferentes, com idades diferentes, unidas pelo sentimento de gratidão a um agente transformador em comum: o Movimento Pró-Criança (MPC). Cada um, de sua forma, teve seu destino modificado a partir do momento que sua história cruzou com a da entidade. Com trajetórias de superação e crescimento profissional, eles fazem parte dos mais de 31 mil beneficiários do projeto desde sua criação, em 1993. O desejo do MPC agora, com duas sedes no Recife e uma em Jaboatão dos Guararapes, é viajar para além da Região Metropolitana e ajudar a transformar a vida de crianças e jovens que vivem em cidades do interior de Pernambuco.

Quando iniciou suas atividades, há 25 anos, o Pró-Criança tinha como missão ser uma fundação, vinculada à Arquidiocese de Olinda e Recife, de apoio a outras instituições que executassem trabalhos com crianças e adolescentes. Com o passar do tempo, o intuito mudou e ele passou a atuar, de fato, com esse público, tirando os jovens das ruas e atuando como um educador complementar no contra turno escolar. Agora, o MPC volta a desempenhar o papel de fomentador e busca doações que o ajudem a apoiar o trabalho de ONGs e instituições espalhadas pelo interior. “Nossa ideia é dar suporte e capacitar outras instituições para que tenham resultados tão positivos quanto os nossos. Queremos viabilizar, por meio da capacitação, que eles repliquem as atividades que realizamos aqui. Se possível, passando até recursos e equipamentos”, explica o diretor de planejamento, Paulo José Barbosa. Para dar seguimento ao projeto de interiorização, a instituição precisa duplicar seu orçamento anual de cerca de R$ 5 milhões.

Só no ano passado, nas três sedes, a entidade atendeu mais de 2.600 pessoas e 1.400 famílias. Além das crianças e adolescentes, podem participar dos programas do MPC familiares de alunos, pessoas em geral e quem se encontra em situação de vulnerabilidade. Ao todo, mais de 10 atividades, incluindo formação esportiva, artística e musical, inclusão digital e aulas de reforço são ofertadas de segunda à sexta-feira nas unidades dos Coelhos e Recife Antigo, área central da capital, e Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.

Quando começou a fazer parte do Pró-Criança, aos 9 anos, a estudante e judoca Luciana Maria Mendes, 16, não conhecia o esporte e nem imaginava que ele a levaria a realidades tão distantes. Hoje, colecionadora de medalhas, incluindo ouro no Campeonato Sul-Americano de Judô pelo Sub-16, a jovem agora busca conquistas que a coloquem no pódio da categoria sub-18. Tudo isso com o apoio do Pró-Criança, onde treina e recebe todo o acompanhamento. “Eu comecei fazendo artes, mas ficava olhando os treinos de judô. Pedi para treinar, me esforcei e hoje estou realizando mais um sonho. Tudo graças ao MPC, porque sem eles eu nem conheceria o esporte. Ou, se conhecesse, não ia ter condições de praticar por ser muito caro”, frisa a judoca.



O estudante Paulo Ricardo Gomes, 20, está no segundo período do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistema, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE). Há três anos, quando ainda estava no ensino médio, ele viu no jornal a oportunidade de cursar Web Design gratuitamente no Pró-Criança. A partir dali, todas as perspectivas de Paulo mudaram completamente. “Eu não conhecia a área, sequer tinha computador em casa. Vim para cá, estudei e isso acabou se tornando minha profissão”, conta. O curso, que durou dois anos, não só auxiliou na escolha da profissão, mas na situação financeira da família. “Assim que me formei, fui indicado para uma vaga de emprego. Para a minha família, que sempre teve o Bolsa Família como única fonte de renda, isso faz muita diferença”, comenta o jovem, que vive com a mãe e outros cinco irmãos mais novos em Zumbi do Pacheco, Jaboatão dos Guararapes.

A história da artista plástica Micaella Alcântara, 29, parece um pouco com a de Paulo. Ela conheceu o Pró-Criança por meio do projeto Jovem Artesão, oferecido pela instituição, e desde então não se desvinculou mais. 12 anos depois, professora de lá, ela quer retribuir as oportunidades que lhe foram dadas ajudando seus alunos a trilhar novos caminhos a partir da arte. “Eu quero formar pessoas e mostrá-las que é possível ser um artista e viver financeiramente disso. O conhecimento que eu recebi aqui foi muito bom e não pode parar em mim. Eu tenho um sentimento de gratidão muito grande por esse lugar tão importante para a minha profissionalização”, diz.

Contribuição

Com a ida do MPC para o interior, histórias exitosas como a deles, que são apenas algumas dentre as milhares nessas três décadas de trabalho, poderão ser vistas com ainda mais frequência. No entanto, para que isso seja possível, o Movimento Pró-Criança precisa de reforço nas doações, que são a única fonte de renda da entidade. As contribuições podem ser feitas de três formas diferentes: depósito bancário, doação direta na conta de água ou luz e pagamento online via cartão de crédito.

As ONGs beneficiadas ainda não foram escolhidas e organizações que desejem ter o apoio do MPC podem entrar em contato com a entidade. O contato pode ser feito por meio do telefone (81) 3412-8989/ 8979 ou pelas redes sociais da instituição.

 





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