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DEPREDAÇÃO

Antes de inauguração, paradas de ônibus da Conde da Boa Vista são alvo de vandalismo

Pedestres temem que vidros das novas paradas sejam quebrados. Emlurb estima que, por ano, são gastos R$ 2 milhões com manutenção da cidade

Publicado em 11/07/2019, às 07h45

Paradas e lixeiras já foram pichadas / Foto: Filipe Jordão/ JC Imagem
Paradas e lixeiras já foram pichadas
Foto: Filipe Jordão/ JC Imagem
Cidades

Antes mesmo de serem inauguradas, as novas paradas de ônibus instaladas no primeiro trecho em requalificação da Avenida Conde da Boa Vista, área central do Recife, já estão sendo alvo de depredação. Compostas por ferro, bancos de madeira e painéis de vidro, algumas das estruturas já foram pichadas e pedestres questionam a durabilidade de todo o mobiliário instalado, que também conta com floreiras e lixeiras de madeira. A primeira fase de execução será inaugurada nesta segunda-feira (15), com a liberação do tráfego de ônibus no trecho entre as Ruas da Aurora e Hospício, sentido subúrbio. 

Por enquanto as paradas só estão sendo utilizadas para descanso dos pedestres que circulam pela via. Mesmo assim, pelo menos cinco delas já tiveram seus vidros pichados e, apesar da redução no movimento de pessoas ter diminuído a quantidade de lixo, ainda é possível perceber embalagens e plásticos no chão em volta das lixeiras. Segundo a autônoma Maria da Conceição Rodrigues, que costuma circular pela área, as via está mais bonita, mas falta consciência na população. “Eu acho que isso é dinheiro gasto em vão. Era melhor que reformassem as antigas, porque a gente sabe como as pessoas são. Tem gente que cuida, mas tem gente que nem liga, joga lixo em todo canto e ainda é capaz de quebrar os vidros das paradas durante a noite”, comenta. 

O vendedor e estudante Gustavo Venâncio aprovou o novo design da Avenida, mas também se mostrou receoso quanto às paradas. “Está muito bonito, harmônico, mas temo pelos vidros das paradas. Acho que é um investimento grande que não foi pensado a longo prazo”, diz. Vendedora de uma lanchonete dentro do trecho em requalificação, Ana Lúcia Tavares concorda que os vidros parecem desnecessários. “A gente fica aqui até tarde e percebe que as pessoas só estão esperando o momento certo para depredar. Antes de ontem teve uma briga aqui na frente e todos ficaram com medo de que quebrassem a vidraçaria. É uma tristeza, as pessoas deveriam cuidar e não quebrar ou sujar. Já foram feitas pichações até nas lixeiras”, conta. 



Por dia, a Conde da Boa Vista é varrida em média cinco vezes. As varrições acontecem em todos os turnos. Segundo Marília Dantas, diretora de Manutenção Urbana da Emlurb, a limpeza dos mobiliários pichados será feita até a segunda-feira. A fiscalização dos novos equipamentos, no entanto, não será reforçada. “A manutenção já faz parte do serviço diário. O que a gente espera é que as pessoas internalizem que estes bens são públicos e que o custo em caso de depredação sai da prefeitura e do bolso deles. Por isso pedimos que a população cuide e ajude a manter a via bonita”, frisa. Por ano, segundo ela, o custo médio com manutenção após depredação em todo o Recife chega a R$ 2 milhões, incluindo ruas, mobílias, iluminação, esculturas. 


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Etapas 

A primeira das seis fases de execução será entregue nesta segunda. Iniciada no dia 2 de abril, esta fase foi dividida em três etapas de execução que estão acontecendo nos trechos da Rua da Aurora até a Rua do Hospício (centro/subúrbio), da Rua do Hospício até a Gervásio Pires (subúrbio/centro) e da Gervásio Pires lá até a Rua José de Alencar (centro/subúrbio). Além da troca de paradas e do alargamento das calçadas, foi instalada iluminação led e feita a requalificação do sistema de drenagem. 

A segunda fase, prevista para começar em agosto, já foi iniciada em sua segunda etapa, que corresponde ao trecho entre as Ruas José de Alencar e Soledade (subúrbio/centro). A primeira etapa, entre as Ruas da Aurora e do Hospício (subúrbio/centro) só será iniciada após a entrega do mesmo trecho, no sentido contrário, nesta segunda. A requalificação da Conde da Boa Vista foi orçada em R$ 15 milhões. 

 

 




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