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RECOMENDAÇÕES

Especialista recomenda cuidados com óleo encontrado em praias de Pernambuco

Segundo o especialista, o óleo vem de navios cargueiros e quem tiver contato com ele precisa seguir algumas recomendações

Publicado em 12/09/2019, às 09h50

As manchas escuras encontradas nos litorais de PE, PB, SE, RN são restos de óleo usado por navios, segundo o professor de zoologia marinha da UFPE, Giovane Santos / Foto: Reprodução/TV Jornal
As manchas escuras encontradas nos litorais de PE, PB, SE, RN são restos de óleo usado por navios, segundo o professor de zoologia marinha da UFPE, Giovane Santos
Foto: Reprodução/TV Jornal
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Devido às manchas escuras encontradas nos litorais de Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte, o professor de zoologia marinha da UFPE, Giovane Santos, recomenda que o banhista que tiver contato com o piche deve seguir algumas recomendações na hora da limpeza. "Assim que se sujar, ele deve passar qualquer óleo, pode ser o de cozinha, para dissolver o piche, que é muito denso. Feito isso, só será preciso lavar o local com sabão", falou o professor, que aconselha que as pessoas evitem banho em locais atingidos pelo óleo.

Giovane Santos pede ainda que as pessoas diminuam o consumo de animais marinhos para evitar contaminação. Ele explica que o óleo derivado do petróleo se acumula nos órgãos internos dos animais.

De acordo com o professor, as manchas escuras são restos de óleo usado por navios cargueiros. "Esse é o resto de um óleo chamado piche, que normalmente o navio transporta e não é retirado pelas bombas, devendo ser limpo no porto. Infelizmente, algumas embarcações descumprem as leis federais e fazem a limpeza no alto mar", falou Santos, explicando que a substância chega às prais levadas pelas correntes marinhas.



Investigações

Para identificar os responsáveis pelo despejo de piche no mar e que atingiu praias do litoral pernambucano, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) acordaram uma série de medidas que serão adotadas. Entre elas, está a realização de sobrevoos no litoral com o Corpo de Bombeiros. Além disso, foi solicitado à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e à Suape imagens de satélites da área costeira de norte a sul de Pernambuco.

O objetivo das ações é identificar os prováveis pontos de origens e qual o navio responsável pelo vazamento. Já foram colhidas amostras do óleo nas praias de Tamandaré, no Litoral Sul, e de Piedade, Zona Sul do Recife, pela Capitania dos Portos e enviadas para um laboratório na Paraíba, que identificará o provável tempo em que o produto foi jogado.




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