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Jovem que perdeu couro cabeludo em acidente de kart recebe alta neste sábado

Como precisará trocar os curativos no hospital duas vezes por semana, Débora Dantas, 19 anos, continuará em Ribeirão Preto

Publicado em 10/10/2019, às 21h56

Débora Dantas foi escalpelada em um acidente de kart em Boa Viagem / Foto: Divulgação
Débora Dantas foi escalpelada em um acidente de kart em Boa Viagem
Foto: Divulgação
JC Online
Com informações do G1 Ribeirão Preto e Franca

Atualizada no dia 11/10 à 0h27

A auxiliar de ensino infantil Débora Dantas de Oliveira, 19 anos, que perdeu o couro cabeludo em um acidente de kart em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, em agosto deste ano, receberá alta médica neste sábado (12). Ela está internada em um hospital especializado em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, onde passou por várias cirurgias.

>> 'Não vou desistir'', diz jovem sobre sonho de ser médica

Débora encara a nova fase da sua vida como uma “nova oportunidade” e destacou que não está ‘presa’ ao fato de usar peruca. “Muitas pessoas sofrem com isso, e eu não quero seguir esse caminho. Eu quero que isso seja pra mim uma coisa boa... Tem que tirar o lado bom disso”, explicou.

Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (10), a jovem, que sonha em ser neurocirurgiã, disse que assim que receber alta pretende ir ao cinema e voltar a fazer os cursos que sempre fez. Ela tem o sonho de ser neurocirurgiã. Ela continuará hospedada em Ribeirão Preto para frequentar a unidade de saúde duas vezes por semana para a troca de curativos antes de começar a etapa de recuperação estética, que está prevista para o mês de janeiro de 2020.

Em seu perfil em uma rede social, nessa quarta-feira (9), Débora publicou uma mensagem motivacional agradecendo pelo apoio que recebeu durante o seu processo de internamento.

Veja a publicação:

Relembre o caso

O acidente que escalpelou a auxiliar de ensino infantil Débora Stefany ocorreu na pista de kart Adrenalina, que funcionava há um mês no supermercado Walmart de Boa Viagem. O local foi interditado e não retomará as atividades.

Débora e o companheiro pagaram R$ 50, cada, por 22 voltas. A tragédia aconteceu quando ela estava na segunda volta. De acordo com relatos ao Procon, funcionários teriam ficado desesperados na hora e não teriam prestado socorro à vítima. Após 30 minutos de espera por atendimento, ela foi levada pelo namorado ao Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife.

“Ela não teve nenhum tipo de assistência, eles foram totalmente omissos. Não havia bombeiro civil, militar ou alguém que pudesse fazer esse acolhimento. Também não havia viatura para levá-la a um hospital”, denunciou Douglas Nascimento, tio de Débora, em entrevista à TV Jornal.

À TV Jornal, um funcionário da pista, que não quis ser identificado, disse que o cabelo de Débora se soltou repentinamente. Ele garantiu que seus colegas prestaram socorro e acusou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de demora.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, o pedido foi feito às 17h05. Às 17h07 a ambulância foi acionada e às 17h27, quando o Samu já estava à caminho, foi informado de que a vítima havia sido levada em um veículo particular.

O empresário Wanderlei Dreyer, pai do dono do Adrenalina classificou o episódio como “fatalidade”. “Foi um acidente. É o primeiro caso desde que atuamos na área, há 20 anos”, alegou. A família, disse, já planejava fechar o empreendimento porque não estaria dando o lucro esperado. 




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