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AZULEJARIA

Portas abertas para visitação de sobrado histórico de Olinda

Público pode conferir a restauração do casarão 127 da Rua Bernardo Vieira de Melo, no Carmo, repleto de azulejos franceses

Publicado em 08/11/2019, às 16h01

Antes de fazerem seus desenhos, as crianças viram exemplos de azulejos que existem em casas do Sítio Histórico de Olinda / Foto: Brenda Alcântara /  JC Imagem
Antes de fazerem seus desenhos, as crianças viram exemplos de azulejos que existem em casas do Sítio Histórico de Olinda
Foto: Brenda Alcântara / JC Imagem
Margarida Azevedo

Saindo dos Quatro Cantos em direção ao Mercado da Ribeira, um casarão com fachada de azulejos chama a atenção na Rua Bernardo Vieira de Melo, no Sítio Histórico de Olinda. Os pequenos quadrados brancos com desenhos azuis e amarelos estão sendo restaurados, num processo que começou em julho e deve prosseguir por três meses. Interessados no trabalho que está sendo realizado no sobrado do século 19 têm a oportunidade de conhecer o prédio e aprender sobre a preservação do patrimônio arquitetônico. O local estará aberto para três visitas gratuitas, marcadas para dezembro, janeiro e fevereiro.

Nesta quinta-feira (07), o espaço, sede da Sociedade Beneficente de Artistas e Operários de Olinda, recebeu 31 alunos de uma escola do Varadouro, o Instituto Mamãe Coruja. Com idades entre 4 e 5 anos, a garotada ouviu a história de como os azulejos lá chegaram. A produtora cultural Flávia Sutelo explicou, de forma lúdica, o que é um casarão histórico. Em seguida, viajou no tempo para contar às crianças que foi na França, na olaria de François Joseph, onde foram fabricados os 5.700 azulejos que estão nos 48 metros quadrados da fachada da casa.

A turma ficou sabendo o passo a passo da produção das peças, da etapa do barro até a queima no forno. Depois, os estudantes receberam pincéis, tintas e pequenos pedaços de madeira para eles mesmos confeccionarem seus azulejos. Para inspirá-los, um móbile com gravuras dos desenhos de peças encontradas em outras casas da Cidade Patrimônio, nas ruas Ruas Prudente de Morais, Bonfim, São Bento, Amparo, Joaquim Nabuco e Coronel João Lapa.



“Uma vez ao mês abrimos o canteiro para que a população acompanhe o que estamos fazendo”, explica Flávia. “O trabalho de educação patrimonial deve estar presente em toda intervenção de conservação e restauro. Mas nem sempre isso acontece. A escolha pelo público infantil foi na perspectiva de futuro, de zelo, de levar para a nova geração o cuidado com o patrimônio.”

PINTURA

Segundo a arquiteta Magda Rosa, começa na próxima semana a pintura dos azulejos. “Já fizemos a limpeza, tratamento de fungos, nivelamento e rejuntamento. A pintura é a última etapa”, conta Magda. Antes, houve o restauro das janelas e portas. Para saber as datas das próximas visitas e acompanhar as etapas do projeto é só seguir @azulejariasbaoo no Instagram.




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