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Governador Paulo Câmara expressa pesar pela morte da historiadora Marieta Borges

''Marieta também se destacou como educadora, gestora e artista, dando contribuições importantes para o desenvolvimento do nosso Estado'', disse

Publicado em 15/12/2019, às 17h37

Marieta faleceu neste domingo (15), aos 80 anos, vítima de câncer, no Hospital Memorial São José, no Recife / Foto: Alexandre Belém/Acervo JC Imagem
Marieta faleceu neste domingo (15), aos 80 anos, vítima de câncer, no Hospital Memorial São José, no Recife
Foto: Alexandre Belém/Acervo JC Imagem
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O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, emitiu neste domingo (15) uma nota de pesar pelo falecimento da educadora, historiadora e especialista na história de Fernando de Noronha, Marieta Borges. Ela faleceu neste domingo (15), aos 80 anos, vítima de câncer, no Hospital Memorial São José, no Recife. O velório será nesta segunda-feira (16), a partir das 7h, na Igreja do Carmo, em Olinda, e será aberto. Já o sepultamento será às 14h na Igreja de São Francisco, também na cidade, reservado à família e aos amigos mais próximos.

Para Paulo Câmara, Pernambuco perde uma grande historiadora com o falecimento de Marieta. "Dona de um extenso currículo de trabalhos de pesquisa, a exemplo do seu excelente livro sobre o Arquipélago de Fernando de Noronha, Marieta também se destacou como educadora, gestora e artista, dando contribuições importantes para o desenvolvimento do nosso Estado. Quero me solidarizar com seus familiares e amigos neste momento de profundo pesar", disse o governador.

Prefeito de Olinda emite nota de pesar

O prefeito de Olinda, professor Lupércio, emitiu nota de pesar pela morte da historiadora Marieta Borges. "Neste momento difícil de perda e dor, quero deixar o meu abraço fraterno para a família e todos os seus admiradores. O seu trabalho valoroso a manterá sempre viva no coração de cada olindense”, disse o gestor. Leia a íntegra da nota:

O prefeito de Olinda, Professor Lupércio, recebeu com grande pesar, neste domingo (15), a notícia do falecimento da historiadora Marieta Borges, mulher de vanguarda, que deixa um grande legado cultural para a Cidade Patrimônio da Humanidade. Dona de um olhar atento sobre as desigualdades sociais, Marieta construiu, ao longo de toda a vida, uma obra de estudos e pesquisas, participando de movimentos políticos e estudantis. Foi secretária de Educação de Olinda, a partir de 1977, retornando, em 1994, para assumir o cargo de secretária de Cultura e Turismo da cidade. Na sua linha do tempo, orgulhava-se por ser educadora, amante da cultura popular, poeta, cordelista, compositora, percussionista, escritora e palestrante. Uma mulher à frente do seu tempo, que conseguia apaziguar contendas e promover a fusão entre diferentes pontos de vista. Marieta atuou na essência do Carnaval de Olinda, com orquestras e blocos tradicionais da cidade. Também somou forças para a restauração do Convento do Carmo. “Neste momento difícil de perda e dor, quero deixar o meu abraço fraterno para a família e todos os seus admiradores. O seu trabalho valoroso a manterá sempre viva no coração de cada olindense”, solidarizou-se Lupércio.




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História de Marieta

A historiadora Marieta Borges escreveu a mais completa obra existente sobre o arquipélago de Fernando de Noronha. O livro “Fernando de Noronha, Cinco Séculos de História” foi lançado inicialmente numa edição comemorativa pela Companhia Energética de Pernambuco e depois republicado, de forma ampliada, pela Editora Universitária da Universidade Federal de Pernambuco. Com quase 600 páginas, a obra detalha não só as belezas naturais mas também toda a história do conjunto de ilhas que já foi presídio, base de guerra, destacamento militar, território nacional e atualmente é distrito estadual de Pernambuco.

Foi em 1974 que Marieta iniciou sua pesquisa sobre o tema. A princípio seu objetivo era subsidiar professores da Escola Arquipélago. Aos poucos apaixonou-se de tal forma pelo lugar ­que mergulhou a fundo no levantamento, reuniu imagens e documentos até na Torre do Tombo, em Portugal; entrevistou ex-presos políticos, antigos moradores e pessoas que serviram na ilha. O projeto de pesquisa contou com o apoio de várias instituições ao longo dos anos - Secretaria de Educação do Estado, Universidade Federal de Pernambuco, Forças Armadas e desde que o arquipélago foi anexado pelo Estado de Pernambuco, ganhou uma divisão especial na Administração do Distrito Estadual de Fernando de Noronha, onde Marieta exercia a função de encarregada pelo resgate documental da história da ilha.

Seu primeiro livro sobre o tema foi “Fernando de Noronha, Lendas e Fatos Pitorescos”, que serviu de enredo à Estação Primeira de Mangueira no Carnaval de 1995. Também organizou o Memorial Noronhense, museu localizado na Vila dos Remédios, centro histórico da ilha principal; além de ter mapeado os principais monumentos e trilhas do local; reunindo documentos e imagens históricas no acervo existente no Escritório da Administração do Distrito Estadual.

Além do trabalho com pesquisa histórica, Marieta dedicou a sua vida profissional à educação. Foi Secretária de Educação de Olinda, durante o governo de Germano Coelho iniciado em 1978. Em 1994, quando o professor Germano voltou à prefeitura, ela foi chamada para assumir o cargo de secretária de Cultura e Turismo da cidade. Ensinou nos cursos de magistério de várias escolas particulares do Grande Recife (Santa Maria, Agnes, Regina Pacis, entre outros), trabalhou na área técnica da Secretaria da Educação e Cultura do Estado e ainda coordenou os cursos de formação profissional da extinta associação dos bancos públicos estaduais (Asbace).




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