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Ceroula celebra 56 anos pelas ruas de Olinda neste sábado

Troça fará arrastão a partir das 19h. No domingo tem o ritual Águas de Oxalá, no Bonfim

Publicado em 13/01/2018, às 07h06

Ceroula celebra aniversário pelas ruas do Sítio Histórico de Olinda, com arrastão de frevo.  / Foto: Ricardo Labastier / Acervo JC Imagem
Ceroula celebra aniversário pelas ruas do Sítio Histórico de Olinda, com arrastão de frevo.
Foto: Ricardo Labastier / Acervo JC Imagem
da editoria de Cidades

De hoje a exatamente um mês o Carnaval estará terminando. Como falta um tempinho para isso acontecer, fãs do reinado de Momo têm várias opções para curtir a festa antecipadamente. Em Olinda, no Grande Recife, a dica hoje é não perder a comemoração de aniversário de um dos blocos mais tradicionais, queridos e animados da folia: Ceroula. Os 56 anos começarão a ser celebrados à tarde no Clube Atlântico, no Carmo, e terminarão à noite pelas ladeiras do Sítio Histórico. Amanhã a sugestão é acompanhar, também na Cidade Alta, o ritual Águas de Oxalá, que lava as escadarias da Igreja do Bonfim.

“No Atlântico a festa começa às 14h, com orquestra de frevo e bandas de brega e pagode. À noite, às 19h, vamos colocar o estandarte na rua e comemorar com todas as pessoas que amam Ceroula”, diz o presidente da troça, Marcos Sales. O ingresso para acesso ao clube custa R$ 70, com direito a bebidas.

Caberá ao maestro Oséas e seus 38 músicos comandar o arrastão. Saindo da Praça do Carmo, o bloco vai percorrer a Rua do Bonfim, passar pelos Quatro Cantos, seguir pela Ribeira, depois Rua de São Bento e acabar a farra na Rua 15 de Novembro, a famosa ‘ladeira da prefeitura’. A previsão é recolher o estandarte do Ceroula por volta das 22h.



RITUAL

Amanhã é dia de vestir branco e pedir proteção a Oxalá, o deus da paz, da criação e de todos os demais orixás. O ritual Águas de Oxalá nada tem a ver com Carnaval. Mas como acontece sempre no segundo domingo do ano e é acompanhado por um afoxé, acaba atraindo pessoas que gostam da festa. A concentração começa às 16h na frente da Igreja da Sé.

“É um ritual para abençoar o ano novo e pedir proteção, paz, saúde, felicidade, harmonia. Saímos da Sé num cortejo de baianas e ogans do Afoxé Povo de Odé. Ao chegar na Igreja do Bonfim, lavamos as escadarias com água purificada e flores. De lá seguimos até o nosso terreiro, que fica em Jardim Brasil 1, onde cantamos para Oxalá. Também para Xangô, orixá que está regendo este ano de 2018”, explica o babalorixá Jorge de Bessen, que conduz a cerimônia com o tata Raminho de Oxóssi.


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