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Dia do Ciclista: dicas para inserir a bicicleta no seu cotidiano

O Dia Nacional do Ciclista é comemorado no dia 19 de agosto

Publicado em 19/08/2018, às 10h30

Segundo pesquisas, 58% das viagens desempenhadas com bicicleta têm como destino o trabalho / Foto: Caio Campos/JC
Segundo pesquisas, 58% das viagens desempenhadas com bicicleta têm como destino o trabalho
Foto: Caio Campos/JC
Caio Campos
Do JC Online

O dia 19 de agosto foi escolhido para se celebrar o Dia Nacional do Ciclista. A data busca estimular o uso da bicicleta e promover a paz no trânsito. Segundo pesquisas realizadas pelo Plano Diretor Cicloviário da Região Metropolitana do Recife (PDC), em 2014, 58% das viagens desempenhadas com bicicleta têm como destino o trabalho. Pensando nisso, o JC Online traz algumas dicas para pedalar com segurança.

Escolhendo a bicicleta ideal e preparando o corpo

Na hora da compra, o ideal é uma bicicleta de boa qualidade, com quadro de alumínio, para evitar ferrugem, visto que Recife é uma cidade litorânea, com forte impacto da maresia, sugere o dono da loja L2 Bike Shop, Fernando Lapa, de 32 anos. Fernando indica que a bicicleta seja com marcha. “Pode ser sem câmbio também, pois vivemos uma cidade plana. Para o uso urbano, os pneus finos são os mais adequados, mas não tanto, por causa da qualidade péssima do asfalto”.

Outra opção são os programas de compartilhamento de bicicletas, como o Bike PE, que permite o empréstimo por algumas horas, através do aplicativo ou na própria estação, com o cartão VEM ou cartão Bike PE. O planos custam R$ 8,00 (diário), R$ 15,00 (para três dias), R$ 20,00 (mensal) e R$ 160,00 (anual). Para estudantes, há um plano gratuito por dois anos. É importante lembrar dos itens de segurança, como capacete, óculos de proteção e luvas, além de equipar a bicicleta com luzes sinalizadoras.

Antes de começar qualquer atividade física, é preciso cuidar do corpo. O preparador físico Jorge Salsa, de 25 anos, afirma que a pessoa deve ter uma autorização médica, principalmente em casos de risco, como quem tem problemas cardíacos. “De acordo com a diretriz do Colégio Americano de Medicina do Esporte, referência quando se fala em exercício, deve-se realizar teste ergométrico para que um cardiologista possa autorizar o início da prática”, declara Jorge.

O preparador físico ressalta que o joelho é um ponto que deve ser observado. Segundo ele, caso o guidão ou selim não estejam adequados, na medida em que você for pedalando, a angulação pode acabar afetando a articulação de maneira não desejada.



Vencendo o medo

Para Igor Matos, de 25 anos, estudante de ciência da computação, a primeira coisa que deve ser feita é vencer o medo de usar a bicicleta. Ciclista há aproximadamente três anos e residente em Olinda, Igor conta que, no Dia Mundial Sem Carro, em 2015, resolveu criar coragem e fazer o percurso de bicicleta para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde estuda. “Eu vi que, apesar do desrespeito e falta de estrutura no trânsito, dava pra ir. De lá pra cá a bicicleta se tornou meu principal meio de transporte”, comenta o estudante.

Com a experiência adquirida e paixão pela causa, Igor se tornou associado da Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife (Ameciclo) e voluntário do Bike Anjo, rede de ciclistas experientes que ensinam gratuitamente as pessoas que querem aprender a pedalar nas ruas. O estudante também desenvolveu um aplicativo, que será lançado em breve, para conectar ciclistas e potenciais ciclistas, o Biciflow, em conjunto com colegas do Centro de Informática da UFPE.

Ir às ruas

Para quem vai começar a pedalar, é importante realizar uns dias de treinamento para adquirir confiança. Barbara Barbosa, de 31 anos, articuladora do Bike Anjo, recomenda fazer o percurso no fim de semana, utilizando as ciclofaixas móveis de turismo e lazer e também por ter um menor fluxo de veículos, para que as rotas sejam testadas. “Use roupas leves, estude a melhor rota, saia de casa com antecedência e vá com calma. Pedalar é uma atividade leve, quanto menos pressa, mais tranquila será a resposta do trânsito”, recomenda a ciclista.

Barbara declara que a palavra de ordem é segurança. “Pra quem está começando, é melhor ocupar a faixa, visto que a lei obriga o motorista a manter uma distância de 1,5m de uma bicicleta. Mas, com o tempo, é interessante seguir a linha da roda do veículo, para que você não caia em buracos que ele possa desviar”. Sobre qual sentido seguir, a ciclista ensina que em vias com grande fluxo de veículos, é melhor ir no sentido da faixa, mas, em outros casos, é mais adequado que o carro esteja de frente. “Depende muito do percurso e da sua segurança”, comenta. Caso seja necessário utilizar a calçada, deve-se lembrar que a prioridade é do pedestre e o ritmo dele deve ser respeitado.

Segundo a Prefeitura, Recife conta com 41,6 km de rede ciclável distribuídos entre ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Daniel Valença, 34, coordenador da Ameciclo, espera que construção de 590 quilômetros de rede cicloviária no Grande Recife, proposta do Plano Diretor Cicloviário de 2014 para os 10 anos seguintes, saia do papel. “Com segurança para todos, ciclovia nas vias rápidas, ciclofaixa nas de média velocidade, as ruas ficarão mais calmas e os cidadãos vão se apaixonar pela liberdade andar de bicicleta proporciona”, ressalta.

Para mais informações:

Ameciclo: http://www.ameciclo.org/
Bike Anjo: http://bikeanjo.org/
Bike PE: https://bikeitau.com.br/bikepe/
Biciflow: http://biciflow.com




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