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Relembre outras falhas do metrô do Recife em 2019

A linha Centro do metrô do Recife ficou paralisada na manhã desta quinta

Publicado em 07/11/2019, às 08h34

As estações da linha Centro do metrô amanheceram fechadas nesta quinta / Foto: Wellington Lima/JC Imagem
As estações da linha Centro do metrô amanheceram fechadas nesta quinta
Foto: Wellington Lima/JC Imagem
JC Online

Os passageiros da linha Centro do metrô do Recife amanheceram sem o transporte nesta quinta-feira (7), devido ao rompimento de um cabo de alimentação de energia na estação Joana Bezerra. O problema é que, apenas este ano, os usuários já sofreram, pelo menos, dez grandes falhas no metrô, que paralisaram parte das linhas, ou todas as estações. No último domingo (3), a passagem do metrô ficou mais cara, subindo para R$ 3,40, sendo o quarto aumento escalonado em 2019.

Em fevereiro deste ano, no dia 20, um metrô do linha Sul apresentou falha mecânica e parou entre as estações Porta Larga e Aeroporto. Alguns passageiros se arriscaram e caminharam sobre os trilhos. Já no dia 22 do mesmo mês, um dos vagões sofreu uma pane elétrica, nas imediações da estação Joana Bezerra, na linha Centro, causando tumulto entre os usuários, que, mais uma vez, desceram das composições e andaram pelos trilhos. O problema aconteceu durante a manhã e só foi normalizado à tarde.

Em março, os trens da linha Sul pararam de funcionar, afetando 12 estações. O que ocasionou a paralisação do metrô foi um problema na rede aérea, que só foi resolvido dois dias depois. Durante o período, os passageiros ficaram sem a linha. No início de abril, no dia 4, uma queda no sistema de energia que alimenta os trens causou a interrupção do transporte por 30 minutos. Os usuários, mais uma vez, desceram dos trens. A falha afetou algumas estações da linha Centro. Já no dia 25 do mesmo mês, um problema nos trilhos causou atraso nas viagens, o que deixou as plataformas lotadas.

No mês de julho, a linha Centro do metrô passou quatro dias sem operar e todas as estações ficaram fechadas. Isto porque os equipamentos da rede aérea, sistema de energia que alimenta a circulação dos trens, estavam danificados entre as estações Mangueira e Ipiranga. No dia 22 de agosto, a linha Sul passou quatro horas paralisada. Um trem apresentou falha na alimentação de energia e parou entre as estações Tancredo Neves e Shopping. Quatro dias depois, um problema elétrico próximo à estação Coqueiral paralisou o ramal Camaragibe da linha Centro, só voltando a funcionar no dia seguinte.

No dia 5 de setembro, o trecho entre as estações Camaragibe e Coqueiral, na linha Centro, teve o serviço paralisado. Isto ocorreu devido a um problema na rede aérea. A falha afetou as estações Cosme e Damião, Rodoviária, Curado e Alto do Céu. O trecho só voltou a funcionar no dia seguinte.



Linhas Centro e Sul

A linha Centro é composta por 17 estações e dois ramais: Camaragibe e Jaboatão. A linha transporta, diariamente, 250 mil passageiros. As estações são: Afogados, Ipiranga, Mangueira, Santa Luzia, Werneck, Barro, Tejipió, Coqueiral, Alto do Céu, Curado, Rodoviária, Camaragibe, Cavaleiro, Floriano, Engenho Velho, Jaboatão e Cosme e Damião.

A linha Sul do metrô possui 10 estações, transportando 120 mil pessoas. As estações são: Largo da Paz, Imbiribeira, Antônio Falcão, Shopping, Tancredo Neves, Aeroporto, Porta Larga, Monte dos Guararapes, Prazeres e Cajueiro Seco. As estações Recife e Joana Bezerra fazem parte das duas linhas.

Aumento de passagens

No último domingo (3), a passagem do metrô do Recife foi reajustada para R$ 3,40. A nova tarifa estava prevista dentro dos aumentos escalonados, que acontecem até março do ano que vem, quando o bilhete passará a custar R$ 4. Desde maio deste ano a passagem vem ficando mais cara. Os próximos reajustes estão previstos para o dia 5 de janeiro 2020, quando o valor chegará a R$ 3,70 e 7 de março de 2020. 

Os aumentos foram autorizados pela Justiça. Até o mês de maio, o passageiro pagava R$ 1,60 para ingressar nas estações do metrô do Recife. Com o reajuste, passou a custar R$ 2,10 e, em julho, subiu para R$ 2,60. Em setembro, um novo reajuste elevou os bilhetes para R$ 3.




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