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DECISÃO

Pelo 3° ano consecutivo taxistas não reajustarão tarifas

Foi autorizado, pelas prefeituras, o aumento de aproximadamente 6% no valor da bandeira 1

Publicado em 03/12/2019, às 15h38

A decisão vale para a Região Metropolitana do Recife (RMR) / Foto: JC Imagem
A decisão vale para a Região Metropolitana do Recife (RMR)
Foto: JC Imagem
JC Online
Atualizada às 20h04

Para tentar concorrer com os motoristas de aplicativo, os taxistas do Recife decidiram, nesta terça-feira (3), que não irão reajustar a tarifa, mais conhecida como bandeirada, a partir de janeiro de 2020. Este é terceiro ano que a categoria decide manter os preços sem alteração. No entanto, os taxistas da capital foram autorizados pela Autarquia de Trânsito do Recife (CTTU) a trabalhar em dezembro cobrando de acordo com a bandeira 2 até as 5h59 do dia 2 de janeiro de 2020 .

A decisão de não reajustar a tarifa e de aderir ao preço diferenciado em dezembro foi tomada a partir de uma pesquisa aplicada durante todo o mês de novembro pelo Sindicato dos Taxistas de Pernambuco (Sindtaxi-PE). A maioria (85%) escolheu a manutenção da tarifa que começa em R$ 5,12 e cobra R$ 2,49 por quilômetro rodado na bandeira 1 e R$ 3,01 na bandeira 2. A hora parada custa R$ 17,64.

Bandeira 2

Já a implementação da bandeira 2 este mês foi uma decisão tomada por 63,7% dos taxistas, que consideram esse dinheiro extra uma salvação para a baixa procura no mês de janeiro. Normalmente, a bandeira mais cara é aplicada das 22h às 6h de segunda a sexta-feira, aos domingos e feriados.

O que diz a categoria

De acordo com o presidente do Sindtaxi-PE, Flávio Fortunato, as resoluções foram estabelecidas a partir dos taxistas do Recife, mas os motoristas das demais cidades da Região Metropolitana devem acompanhar o movimento. Hoje, somente na capital pernambucana, existem 6.126 veículos cadastrados como táxi.



Para Flávio Fortunato a questão da manutenção da tarifa por mais um ano está de acordo com a crise econômica que o País atravessa. “Entendemos que não fazia sentido aumentar o preço com o País ainda atravessando uma crise. Além disso, precisamos trazer os passageiros de volta para os táxis”, pontua o presidente da categoria.

Na opinião da taxista Priscila Bahiense, que roda no Recife há cerca de três anos e meio, é necessário se tornar competitivo no preço. “Na qualidade de carros e serviço já somos superiores à maioria dos carros de aplicativo, mas se aumentasse o preço ficaríamos fora do mercado”, analisa. A previsão do Sindtaxi-PE era de que o reajuste ficaria em torno de 6%, pois seria um valor retroativo ao período sem aumento.

Sobre a tarifa mais cara este mês, a taxista Priscila Bahiense pontua que é possível seguir concorrendo com os veículos de aplicativo já que o serviço sofre a influência do preço dinâmico. “Eles também estão cobrando mais. Muitas vezes os taxistas estão mais em conta. É preciso que o passageiro faça a cotação para constatar isso”. A estimativa do Sindtaxi-PE é de que o movimento no mês de dezembro cresça em 40% por causa das confraternizações e injeção do 13° salário no comércio.

A fato é que os taxistas têm tentado concorrer com os carros de aplicativo. Estima-se que, desde a popularização do serviço por app no Recife e Região Metropolitana, a movimentação de corridas de táxis tenha sofrido uma redução de 50%. Em julho, um levantamento feito pela coluna Move Cidade, do Jornal do Commercio, mostrou que 668 permissões de táxis do Recife teriam sido devolvidas entre outubro de 2018 e o início do segundo semestre de 2019 por causa da desistência dos taxistas em enfrentar os veículos de app. A CTTU, no entanto, nega e diz que foram 14 desde 2017.

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