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urbanismo

João da Costa apoia obra no Cais José Estelita

Prefeito afirmou que deve aprovar projeto do Novo Recife e ressaltou que cidade ganhará com o plano de compensação

Publicado em 17/04/2012, às 07h59

 / Foto: Igo Bione/JC Imagem
Foto: Igo Bione/JC Imagem
Do Jornal do Commercio

Diante da polêmica em torno do projeto urbanístico que o consórcio formado pela Moura Dubeux, Queiroz Galvão, Ara Empreendimentos e GL Empreendimentos deseja construir no terreno ao lado do Cais José Estelita, o prefeito João da Costa (PT) sinalizou que a prefeitura aprovará o projeto para a construção. O argumento levantado pelo chefe do Executivo municipal é que as empresas envolvidas vão investir R$ 20 milhões em ações compensatórias para a cidade.



"O plano diretor e a lei de uso do solo urbano existem na cidade, o prefeito tem que se submeter a essa lei. Mas a gente quando tem empreendimento de impacto exige compensação. Os empreendedores lá estão comprometidos em ações que chegam a R$ 20 milhões e isso foi uma condição que nós colocamos", assegurou o prefeito, durante entrevista coletiva na sede do PT municipal. João da Costa fez questão de deixar claro que as prioridades para investimentos foram pactuadas diante das necessidades do Centro do Recife.

Obras viárias estão no topo da lista. Uma alça, partindo do Viaduto Capitão Temudo, cairá dentro do Novo Recife, de onde partirá uma via para o bairro da Ilha do Leite. Atualmente, destaca o representante do consórcio, Eduardo Moura, há apenas uma entrada para o bairro, pela pista local da Avenida Agamenon Magalhães. "Esse acesso extra facilitará o trânsito que está caótico na região do centro médico", afirma. Ruas que ligarão a Avenida Sul ao cais fazem parte do acordo e estão incluídas no valor empenhado pelo consórcio, além de uma ciclovia de 1,5 quilômetro de extensão entre a Avenida Dantas Barreto e o Capitão Temudo.

A prefeitura fará a administração de um centro cultural abrigado nos galpões próximos ao Forte das Cinco Pontas. Restaurado pelo consórcio, o espaço vai disponibilizar cafés, livrarias, lojas de artesanato e um memorial, solicitado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) para destacar a importância das ferrovias. Os empreendedores também se comprometeram em reformar a Igreja de São José. Fechada há mais de um ano, a obra não poderia ser realizada com recursos federais porque a matriz não está incluída na lista dos imóveis sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em conversa com o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, o prefeito decidiu incluir a reforma no leque de compensações. Dos 101,7 quilômetros quadrados que compõem a área total do Novo Recife, 36 mil metros quadrados serão de área verde pública.

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