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Clandestino

Camaronês que viajava clandestinamente é repatriado pela Polícia Federal de Pernambuco

Estrangeiro teve desembarque negado em outros três países

Publicado em 24/10/2014, às 08h20

 / Foto: Divulgação/Polícia Federal
Foto: Divulgação/Polícia Federal
Do JC Online

O homem de 31 anos, natural da República dos Camarões, na África Central, foi repatriado pela Polícia Federal de Pernambuco após entrar clandestinamente em um navio de bandeira panamenha. De acordo com a PF, Ondobo Happy Wilfred deixou seu país a bordo do navio graneleiro MV Bulk Patagonia de bandeira panamenha que transportava cimento para o Porto de Suape, no Litoral Sul do estado. O estrangeiro foi encontrado no compartimento de cabos de aço do guindaste do navio uma semana depois.

A orientação recebida pelos tripulantes era de deixá-lo no próximo porto onde a embarcação fosse atracar, porém seu desembarque foi negado na Argentina, Argélia e na Espanha. Sendo permitido apenas no dia 06/10/2014 em Suape. De acordo com a PF, Ondobo informou que durante este tempo, ficou hospedado em uma cabine sob fiscalização dos tripulantes, recebendo três refeições diárias.



Após desembarcar no Recife e ser entregue a autoridades de imigração, o estrangeiro ficou hospedado em uma pousada até a última terça-feira (21), com despesas pagas pela empresa responsável pelo navio. Durante o período, a Polícia Federal fez o levantamento dos documentos para a repatriação. Três policiais federais acompanharam o estrangeiro até seu país de origem e também tiveram as passagens e diárias bancadas pelos responsáveis pela embarcação. Eles embarcaram no Aeroporto Internacional dos Guararapes, na Zona Sul do Recife, e escoltaram o estrangeiro até a cidade de Duala, nos Camarões. A previsão é que o grupo chegue na África na noite desta sexta-feira (24) e os policiais devem retornar ao Recife no domingo (26), às 21h.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, esta não é a primeira vez que o camaronês é encontrado viajando clandestinamente em navios. O homem já foi repatriado duas vezes pela Argentina e outras três vezes pelo Brasil. Em depoimento, Ondobo informou teria matado um cachorro no país de origem, e que era homossexual, e que por estes motivos, seria perseguido no seu país, mas essas informações não foram confirmadas.

Foto: Divulgação/Polícia Federal




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