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Audiência

Justiça define nesta quinta-feira destino de suspeito de matar fisioterapeuta

Crime ocorreu na manhã da quarta-feira, no flat Golden Shopping Home Service, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife

Publicado em 06/04/2017, às 00h02

Às 21h30 desta quarta (5), o IC esteve novamente no flat para a realização de uma perícia complementar / Foto: Diego Nigro/ JC Imagem
Às 21h30 desta quarta (5), o IC esteve novamente no flat para a realização de uma perícia complementar
Foto: Diego Nigro/ JC Imagem
JC Online

A Justiça definirá nesta quinta-feira (6) o destino do suspeito de matar a fisioterapeuta Tássia Mirella de Sena Araújo, 28 anos, na quarta (5) pela manhã, no flat Golden Shopping Home Service, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. De acordo com Abraão Nascimento, advogado do suspeito – que era vizinho da vítima, mas não teve a identidade revelada – uma audiência de custódia será realizada no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha Joana Bezerra, às 12h, para decidir se Edvan Luiz será preso ou não. O homem está detido no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Amigos e familiares da jovem estão revoltados com a possibilidade de soltura do suspeito e organizam um protesto na frente do fórum durante a audiência. A fisioterapeuta foi encontrada nua e degolada no flat onde morava. O enterro de Mirella aconteceu no Cemitério de Santo Amaro, área central do Recife, às 11h.

O CRIME

Segundo informações, por volta das 7h, vizinhos ouviram gritos. Mirella, natural de Vitória de Santo Antão, morava em um dos oito apartamentos do 12º andar do prédio desde dezembro do ano passado. Foi o vizinho da porta ao lado que conseguiu ver, pela janela, o corpo da jovem ensanguentado na sala. Ele chamou o síndico e a polícia foi acionada. As autoridades teriam chegado rapidamente ao local e isolado as entradas. Mirella foi encontrada no chão, sem roupas, com um corte profundo na garganta e ferimentos nas mãos. A perícia constatou sinais de relação sexual, mas não se sabe se ela foi vítima de estupro.



A polícia chegou ao suspeito ao encontrar manchas de sangue na porta do flat. Após várias tentativas de contatá-lo e com a constatação de que ele não havia deixado o prédio, a polícia invadiu o apartamento e encontrou o homem dormindo no quarto. O suspeito é casado e mora no mesmo andar de Mirella. Ele negou envolvimento no crime, afirmando ter cruzado poucas vezes com a vítima no elevador. De acordo com os peritos, ele estava com arranhões e hematomas pelo corpo. O homem, que trabalha como comerciante da área de cosméticos, justificou dizendo que teria passado a noite fora e se envolvido em briga com um flanelinha, mas caiu em contradição.

Segundo informações de dentro do prédio, as imagens das câmeras de segurança confirmam a história de que o suspeito passou a noite fora. O comerciante deixou o apartamento na terça-feira e só teria voltado ontem, por volta das 6h50. A polícia negou que ele apresentasse sinais de embriaguez ou de uso de drogas. A camisa usada pelo comerciante nas imagens gravadas foi encontrada ensanguentada no prédio ao lado da cena do crime, como se tivesse sido jogada pela janela. Às 21h30, peritos o Instituto de Criminalística (IC) estiveram novamente no flat para uma vistoria complementar.

A Rádio Jornal conseguiu os vídeos que mostram a chegada do homem ao prédio. Veja abaixo:

VIDA PESSOAL

Autoridades, amigos e familiares desconhecem qualquer relação entre o suspeito e Mirella. "Ela não tinha namorado, era muito focada no trabalho", contou a tia Sílvia Cordeiro. A fisioterapeuta trabalhava como representante de produtos farmacêuticos.
O delegado responsável pelo caso é Francisco Océlio, do DHPP. O depoimento do homem seria colhido ontem à noite, mas ele se reservou ao direito de ficar em silêncio.





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