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Assalto

Homens tentam roubar quadro de Portinari no MAC, em Olinda

Segundo a Polícia, a intenção do trio seria roubar uma pintura do artista plástico, Candido Portinari

Publicado em 08/04/2017, às 09h26

O MAC fica na Rua 13 de maio, em Olinda / Diego Nigro/JC Imagem
O MAC fica na Rua 13 de maio, em Olinda
Diego Nigro/JC Imagem
JC Online

Atualizada às 10h36

Na manhã deste sábado (8), por volta das 7h40, três homens roubaram duas armas de vigilantes do Museu de Arte Contemporânea (MAC -PE), localizado na rua 13 de maio, em Olinda. Segundo a Polícia Militar, a intenção do trio seria roubar uma pintura do artista plástico Candido Portinari.

O alvo da ação foi o quadro "Enterro", já roubado em 2010. Como não encontraram a pintura, que não estava no local, os suspeitos levaram as armas e fugiram em um veículo Celta de cor prata. Ninguém se feriu. As vítimas estão prestando depoimento na Delegacia de Olinda.

Célia Labanca, diretora do museu, acredita que o interesse é no acervo da instituição. "Esse tipo de quadrilha sempre está interessada no acervo pela importância das obras". Segundo ela, o roubo ocorreu na troca de turno dos seguranças.

Para entrar no museu, os ladrões renderam o vigilante do turno da noite que havia largado e o obrigaram a retornar ao MAC. Em seguida, tomaram a arma do vigilante que começava o expediente. Um dos funcionários do museu, que pediu para não ser identificado, contou como foi a investida.



“Eles me abordaram na rua, me colocaram no carro (um Celta prata) e com a arma na minha cabeça renderam o outro vigilante. Disseram que sabiam onde a gente mora, que já vinham investigando a nossa rotina há dois meses e que a gente não reagisse porque só queriam o quadro”, relatou o vigilante, muito abalado no momento em que conversou com a reportagem do JC.

Caso Portinari

Em 14 de julho de 2010, o mesmo quadro do pintor Cândido Portinari foi furtado do museu. A obra fazia parte do acervo da instituição e foi levada pelo carioca Leonardo Jorge da Silva, com 24 anos na época. Ele tirou a pitura de sua moldura e tentou vendê-la no Rio de Janeiro. O quadro foi recuperado em 31 de julho de 2010, também no Rio de Janeiro. Na ocasião, Leonardo Jorge foi preso junto com o intermediador da venda, Leonardo Bispo da Silva. O caso ganhou as manchetes dos principais jornais do Brasil e do exterior.

O jovem se arrependeu da ação e, dois anos após o ocorrido, chegou até a pedir desculpas para a diretora do MAC-PE, Célia Labanca. Na época, Leonardo disse ao JC o pedido de desculpas seria o primeiro passo para o recomeço.

Reforços para o museu

Com um acervo com quase quatro mil obras de arte e uma biblioteca com cinco mil livros, o MAC-PE está fechado ao público desde 2016 e sem previsão de reabertura. A sede do museu precisa de reparos na estrutura física e parte das dependências está ocupada com o material que ficava guardado em duas edificações anexas, impossibilitando a visitação.




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