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INVESTIGAÇÃO

Caso Aldeia: perícia deve continuar buscas em casa de médico

Os trabalhos de perícia devem durar mais uma semana. De acordo com o Instituto de Criminalística, o resultado do DNA deve sair em dez dias

Publicado em 06/07/2018, às 12h54

Como o corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição e com sinais de esquartejamento, a perícia ainda não pode afirmar se o cadáver está completou ou se as demais partes podem estar escondidas em outro local / Foto: Leopoldo Monteiro/ TV Jornal
Como o corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição e com sinais de esquartejamento, a perícia ainda não pode afirmar se o cadáver está completou ou se as demais partes podem estar escondidas em outro local
Foto: Leopoldo Monteiro/ TV Jornal
JC Online

Agentes do Instituto de Criminalística (IC) informaram nesta sexta-feira (6) que devem continuar os trabalhos de perícia na casa do médico Denirson Paes por mais uma semana. De acordo com o perito Fernando Benevides, a hipótese de que partes do corpo ainda estejam ocultas em outros locais da propriedade não foi descartada.

O resultado do exame de DNA feito para comprovar que os restos mortais encontrados na cacimba da casa pertencem à vítima deve ficar pronto entre 10 e 15 dias. A Polícia Científica colheu a saliva do filho suspeito de participar do crime, o engenheiro civil Danilo Paes, para que seja feita a comparação genética com o material extraído do cadáver.

Como o corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição e com sinais de esquartejamento, a perícia ainda não pode afirmar se o cadáver está completou ou se as demais partes podem estar escondidas em outro local. A equipe de investigação não descartou a possibilidade de fazer uma reprodução simulada, mas isso é pouco provável já que os principais suspeitos, a farmacêutica Jussara Rodrigues Paes e o filho Danilo Rodrigues Paes, não confessaram o assassinato. Os dois permanecem presos. 

Vestígios de sangue

Sinais de sangue foram detectados em dois banheiros da residência e em um corredor da casa a partir do uso de uma substância chamada Luminol. Apesar de ainda não haver a confirmação oficial de que o sangue pertence ao médico, o fato aumenta as suspeitas da Polícia Civil de que mãe e filho tenham envolvimento na morte do cardiologista e advogado.

Foi no banheiro social que os peritos encontraram mais marcas de sangue. No corredor, que fica entre o banheiro e a cacimba onde foram encontrados os restos mortais já em avançado estado de decomposição, existe sinal de arrastamento. Em outro banheiro, mais utilizado pelo filho mais velho do casal, também foram detectadas marcas de sangue.

Crime pode ter sido premeditado

Na tarde dessa quinta-feira (5), durante coletiva com a Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Instituto de Criminalística, as autoridades não descartaram a possibilidade do crime ter sido premeditado. A Polícia Civil afirmou que ainda é cedo para determinar o que pode ter levado os suspeitos a cometerem o crime contra o cardiologista e advogado Denirson Paes da Silva, 54 anos. Foi dito apenas que o casal estava se divorciando e que o filho mais velho, Danilo, não mantinha um bom relacionamento com o pai.



A informação dessa relação conturbada foi confirmada durante os depoimentos da dupla de funcionários da casa onde a família residia em Aldeia e o do próprio filho mais novo, que não está, inicialmente, sendo relacionado ao crime. As autoridades também não confirmaram se a vítima tinha algum seguro de vida, ou qualquer outro benefício financeiro, para ser recebido pelos familiares em caso de morte.

Ainda durante a coletiva, o Chefe da Polícia Civil, Joselito Amaral, ressaltou que não descarta a possibilidade de que a farmacêutica tenha administrado algum medicamento para induzir a morte da vítima.

Ocultação

O corpo, que apresentava sinais de esquartejamento e tinha partes parcialmente queimadas, foi encontrado em uma cacimba de aproximadamente 25 metros. De acordo com o perito Fernando Benevides, a equipe do IC encontrou o cadáver após desconfiar de uma construção recente durante o cumprimento de uma mandado de busca e apreensão na residência. A cacimba estava fechada com uma tampa espessa que tinha sido recentemente construída. Em cima dela, foram colocados dois vasos pesados, o que para a Polícia Civil indica uma clara tentativa de ocultar a saída de gases provenientes da decomposição do corpo. Quando a tampa foi quebrada, os peritos relataram um odor característico da decomposição de matéria orgânica.

Dentro do poço foram encontrados inicialmente metralhas, areia e um produto químico que seria cloro. O material seria uma tentativa de inibir o mal cheiro gerado pelo corpo em decomposição. Após o Corpo de Bombeiros cavar o fundo do poço que não possuía água, foram identificados partes de um cadáver humano.

Dois funcionários que trabalhavam na casa prestaram depoimento à polícia. Eles teriam sido dispensados pela farmacêutica por tempo indeterminado no dia em que o médico foi visto pela última vez. Dias depois, a mulher chamou um pedreiro, que também foi ouvido, para tampar a cacimba. Sentindo um cheiro forte e a presença de moscas, o encarregado teria questionado a mulher sobre o que havia dentro do poço e ela teria respondido que um gato havia morrido no local. Os trabalhadores também relataram que a mulher pediu que uma determinada área, onde o luminol detectou a presença de sangue, fosse lavada várias vezes nos últimos dias.

Corpo encontrado

O corpo de um médico cardiologista, que também é advogado, foi encontrado na tarde dessa quarta-feira (4) em avançado estado de decomposição. O cadáver estava dentro de um poço, de aproximadamente 25 metros, pertencente à casa onde a vítima morava com a família, no condomínio residencial Torquato Castro, localizado no Km 12 de Aldeia, em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. O médico estava desaparecido há cerca de um mês. Ele tinha, inclusive, uma viagem marcada para Miami (EUA) para o dia 2 de junho.


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