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Caso Aldeia

Laudo aponta que médico de Aldeia foi esganado até a morte

A informação foi confirmada pelo pai da vítima, Francisco Pereira.

Publicado em 22/08/2018, às 10h39

O corpo do médico foi encontrado no início do mês de julho, em uma cacimba da residência onde morava, em Aldeia.  / Foto: Reprodução/Facebook
O corpo do médico foi encontrado no início do mês de julho, em uma cacimba da residência onde morava, em Aldeia.
Foto: Reprodução/Facebook
JC Online

O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), do Recife, apontou que o médico Denirson Paes Rodrigues, de 54 anos, foi asfixiado até a morte. A informação foi confirmada pelo pai do cardiologista, Francisco Pereira, 79, que recebeu o resultado do exame nessa segunda-feira (20).  

A Polícia Civil acredita que Denirson morreu no mesmo dia em que desapareceu, em 31 de maio. A esposa, a farmacêutica Jussara Rodrigues Paes da Silva, 54, e o filho mais velho do casal, Danilo Paes, 23, são os principais suspeitos do crime. Eles estão presos.  

Viúva do médico quebra o silêncio e diz saber quem o matou 

Quarenta e seis dias após ser decretada a sua prisão, a farmacêutica Jussara Paes Rodrigues, de 54 anos, decidiu quebrar o silêncio. Uma das principais suspeitas de ter matado o marido, o médico Denirson Paes da Silva, 54, falou em entrevista exclusiva à TV Jornal, que não o matou e que, de acordo com o que foi investigado até o momento, suspeita de quem poderia ter sido o mandante desse crime. 

Presa na Colônia Penal Feminina do Recife desde que foi decretada a sua prisão, no dia 5 de julho, Jussara contou que no dia 31 de maio, Denirson saiu de casa dizendo que iria para um apartamento da família onde ficaria até embarcar para Miami, nos Estados Unidos, no dia seguinte. A farmacêutica explicou que teria desistido da viagem, que aconteceria do dia 2 até o dia 12 de junho, porque o filho mais velho do casal, Danilo Rodrigues Paes, estaria com uma crise de ansiedade e síndrome do pânico. 

A desconfiança do desaparecimento se deu, segundo Jussara, após algumas mensagens enviadas para as redes sociais de Denirson. ''A gente falava com ele e nada dele responder. Até meu filho mais velho, como foi sempre mais sentimental, ele disse assim: mamãe, papai não está jogando limpo para a gente. Ai quando foi dia 18 (chorando), eu liguei para a minha cunhada e conversei com a minha família para dizer o que estava acontecendo'', afirmou.



Em meio a entrevista, ela se contradiz, falando que já desconfiava do desaparecimento do médico desde o dia 31 de maio. ''Nesse dia eu saí ás 16h com Danilo porque eu tava nessa situação todinha, sem cabeça. Eu tentei fazer contato com ele, mas até então eu estava tranquila de que ele iria ficar no apartamento até a viagem que seria no dia dois.'' 

O caso

O caso teve início quando a farmacêutica, Jussara Rodrigues Paes, registrou um boletim de ocorrência no dia 20 junho sobre o desaparecimento de seu marido. Nos registros, a mulher afirmava que o médico teria viajado para fora do país e não teria voltado.

Durante as investigações, a delegada Carmem Lúcia Silva de Andrade, desconfiou da participação da esposa e de um dos filhos do casal, um jovem de 23 anos, no desaparecimento do médico. No último dia 4 de julho, a Polícia Civil solicitou um mandado de busca e apreensão na residência da família, localizada no Condomínio Torquatro Castro, no Km 12 de Aldeia, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife.

Lá, o corpo do cardiologista foi encontrado em um poço em avançado estado de decomposição. A esposa e o filho e encaminhados para a Delegacia de Camaragibe para prestar esclarecimentos e autuados por ocultação de cadáver logo em seguida.

As informações apontaram que o corpo do médico apresentava sinais de esquartejamento e que produtos químicos teriam sido usados para tentar ocultar o odor da decomposição.





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