Jornal do Commercio
INVESTIGAÇÃO

Caso Aldeia: polícia faz reconstituição da morte de médico

Reconstituição aconteceu após a confissão da viúva do médico, a farmacêutica Jussara Rodrigues Paes

Publicado em 14/09/2018, às 10h05

Jussara e Danilo, os dois principais suspeitos pela morte do cardiologista, serão interrogados e participarão da simulação do assassinato / Foto: Reprodução/TV Jornal
Jussara e Danilo, os dois principais suspeitos pela morte do cardiologista, serão interrogados e participarão da simulação do assassinato
Foto: Reprodução/TV Jornal
JC Online
Atualizada às 20h12

A reconstituição do assassinato do médico Denirson Paes da Silva, 54, que foi encontrado em um poço no condomínio Torquatro Castro, em Aldeia, Camaragibe, no dia 4 de agosto, foi realizada durante a tarde desta sexta-feira (14) e acabou por volta das 18h20. A previsão inicial era de que o procedimento começasse pela manhã, mas os acusados só chegaram ao local por volta das 14h. A reprodução simulada foi a primeira após confissão da viúva Jussara Rodrigues Paes, 55 anos. O filho do casal, o engenheiro Danilo Rodrigues, de 23, também participou da simulação.

Nove peritos participaram da ação, que foi filmada pela Polícia Civil. A Delegada Euricélia Nogueira conduziu toda a reconstituição, já que Carmen Lúcia, responsável pelo caso, está de férias.

Segundo o perito criminal Fernando Benevides explicou, houve várias reproduções simuladas no condomínio onde houve o crime, tanto dentro quanto fora da casa do médico. "Foram feitas várias etapas para evidenciar os fatos que aconteceram no dia. Conseguimos elaborar alguns resultados, que serão divulgados para a sociedade em 10 dias", adiantou. Ainda segundo o perito, a viúva Jussara e o filho Danilo, ambos presos, participaram da reconstituição.

Presos desde o dia 5 de julho, a farmacêutica Jussara Paes e Danilo chegaram à Delegacia de Camaragibe às 8h e 8h30, respectivamente. Durante chegada, o engenheiro pediu que a imprensa ''deixasse a sua vida em paz'', já a viúva permaneceu em silêncio. Ambos foram ouvidos separadamente e, só após interrogatório, acabaram indo para a simulação no condomínio, localizado no km 13 da Estrada de Aldeia.

A reconstituição sobre o crime se dá após a confissão da farmacêutica sobre a morte do cardiologista. Jussara teria falado a verdade para o advogado, Alexandre Oliveira, após ter sido confrontada por ele no dia 31 de agosto, após a conclusão do inquérito da Polícia Civil que indiciou os dois pelo assassinato do médico.

Durante a conversa, Jussara confirmou ao advogado que teria praticado todo o crime sozinha, sem a ajuda do filho mais velho, e que se deixou ser levada pelas emoções, após saber que Denirson teria uma amante. Com isso, Alexandre teria informado a delegada Carmen Lúcia, que marcou um novo depoimento no último dia 3.



A farmacêutica prestou esclarecimentos voltando a confessar que teria matado e esquartejado o marido sem a ajuda de ninguém. O advogado não quis revelar mais detalhes sobre o que Jussara teria revelado a polícia.

O caso

O caso teve início quando a farmacêutica, Jussara Rodrigues Paes, registrou um boletim de ocorrência no dia 20 junho sobre o desaparecimento de seu marido. Nos registros, a mulher afirmava que o médico teria viajado para fora do país e não teria voltado.

Durante as investigações, a delegada Carmem Lúcia Silva de Andrade, desconfiou da participação da esposa e de um dos filhos do casal, um jovem de 23 anos, no desaparecimento do médico. No último dia 4 de julho, a Polícia Civil solicitou um mandado de busca e apreensão na residência da família, localizada no Condomínio Torquatro Castro, no Km 12 de Aldeia, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife.

Lá, o corpo do cardiologista foi encontrado em um poço em avançado estado de decomposição. A esposa e o filho e encaminhados para a Delegacia de Camaragibe para prestar esclarecimentos e autuados por ocultação de cadáver logo em seguida.

As informações apontaram que o corpo do médico apresentava sinais de esquartejamento e que produtos químicos teriam sido usados para tentar ocultar o odor da decomposição.



Comentários

Por MARIA DACIA SOBRAL DE ALBUQUERQUE,14/09/2018

Esta senhora recebe carta? se sim, alguém pode dizer o endereço?

Por REINALDO DA SILVA LIMA,14/09/2018

O QUE MAIS ME INTRIGA É A PASSIVIDADE DA FAMÍLIA DA VÍTIMA, MANDA POR FIM NESSES VERMES. XOU SATANÁS.

Por Virna Lise,14/09/2018

Ela esquartejou por crueldade. Vem dizer que não conseguiu jogar na caçimba. Esquartejou porque na mente sórdida dela, queria fazê-lo sofrer, retirou inclusive o órgão genital e queimou. Mas, a justiça de deus é imensa e o doutor Denirson não sofreu e foi para a Glória Eterna. Por ter sido bom pai, bom médico, bom filho, bom profissional, bom vizinho e bom cidadão ele agora vê tudo isso lá de cima e, se arrepende de um dia ter sido sócio de tal criatura.

Por Revoltado..,14/09/2018

Crime cruel.... Se fez com o pai, imagina com um estranho. Um monstro desses jamais deverá retornar a sociedade.

Por Luiz Félix de Freitas Silva,14/09/2018

Barbaridade! Num país de legislação séria esses dois monstros crudelíssimos já estaria num paredão de fuzilamento, mas nessa zona, chamada Brasil, logo logo essas duas bestas humanas estarão em liberdade. Todavia, esses dois amontoados de fezes, dejetos de fossa pública, poderão morrer lá mesmo no presídio. Que morram logo! Dois miseráveis!



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